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Como está o Parque Olímpico hoje?

POR Júlia Marreto    EM Mundo Afora      09/02/17 às 14h14
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Depois de tanto alvoroço, ter ou não ter olimpíadas. Enfim, o evento aconteceu, a Cidade Olímpica, no Rio de Janeiro foi usada. Confusões a parte, agora tem-se uma estrutura gigantesca, ou não mais? Aparentemente, disputas judiciais acontecem, arenas estão fechadas, a gestão do parque está em conflito...

Após o fim da Paralimpíada, o Parque Olímpico tem sido muito pouco utilizado, praticamente em situação de abandono. No último final de semana, o lugar recebeu o desafio de vôlei de praia, chamado Gigantes da Praia. Mas a situação do lugar deixou muita gente chocada. São lixos e entulhos por todos os lados, além da falta de manutenção.

Os gestores responsáveis pelo parque são a Prefeitura do Rio de Janeiro, o Ministério do Esporte, Comitê Rio 2016 - o qual teve sua estrutura desativada, mas ainda responde por áreas conhecidas como IBC e MPC - e a Concessionário Rio Mais.

O valor despendido para a construção do Parque foi de aproximadamente R$2,34 bilhões, sendo R$1,67 bilhão de parceria público-privada e R$666,3 milhões do governo federal, ele é aberto a população apenas aos finais de semana. Apesar de o prefeito Marcelo Crivella ter inaugurado, em janeiro, a Via Olímpica - área de livre circulação do Parque - que tem servido como opção de lazer aos cariocas, é só.

Os arredores do Parque não pode ser considerado o mais seguro, com diversos problemas, como por exemplo, bueiros destampados. Materiais usados nas Olimpíadas estão se deteriorando, poças de água se acumulam... Além disso, estruturas como as Arenas Cariocas 1,2 e 3, que tinham futuro prometido, não estão sendo usadas.

A Arena 1 seria parte de um COT - Centro Olímpico de Treinamento - de um projeto do Ministério do Esporte, que ainda não tem previsão para começar. A Arena 2 também serviria como CT, recebeu uma final do NBB - Novo Basquete Brasil. Já a 3, teoricamente, transformada em escola.

O velódromo, que também faria parte de projetos sociais, está fechado, assim como as arenas. Não apenas, a Arena do Futuro será desmontada para dar lugar a 4 escolas públicas, com prazo até o segundo trimestre desse ano. Porém, aparentemente, nada foi feito até agora.

O Estádio Aquático, que teve um custo de R$225,3 milhões, está sendo desmontado.

O Ministério do Esporte alegou ser responsável pela utilidade dos equipamentos, bem como executar os projetos das Arenas 1 e 2, Estádio Olímpico de Tênis e Velódromo. Também disse não ter responsabilidade sobre as áreas externas, arenas, Estádio Aquático nem Arena do Futuro.

A Prefeitura e Concessionária Rio Mais, atravpes da Subsecretaria de Projetos Estratégicos e Cdurp-Porto Maravilha do Rio, afirmaram que o "Parque Olímpico está em processo de adaptação, desmobilização e desmontagem, portanto o cenário de obra em alguns trechos é inevitável". E que a Comlurb "reforçará o trabalho no local para agilizar a retirada de materiais inutilizáveis".

O Parque Olímpico da Barra da Tijuca não está muito diferente. Apesar de o campo de golfe estar aberto, o Parque Radical não teve o mesmo fim. O Estádio de Deodoro já foi desmontado. O Centro de Tiro tem como objetivo permanecer para futuras competições civis e militares.

A Arena da Juventude também está fechada e o local promete ser usado como COT. Outros lugares como o Estádio Olímpico de Canoagem, o Centro Olímpico de BMX e o Parque Olímpico de Mountain Bike, que estavam abertos desde o fim das Olimpíadas, agora estão fechados, como resultado da troca de governo e do fim do contrato com a empresa responsável por eles, além disso "hoje o Parque Radical não oferece as condições necessárias de segurança para que seja reaberto".

O único local que realmente funciona é o Campo de Golfe, que pode ser usado por qualquer pessoa, a um valor de R$250 partida completa durante a semana e R$280 aos finais de semana. Porém, está em processo judicial, no qual a empresa Progolf Brasil cobra da Confederação Brasileira de Golfe uma dívida de R$1,125 milhão.

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Via   Globo Esporte  
Imagens Globo Esporte G1
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Júlia Marreto
É a dona de um coração esculpido pela literatura e preenchido pelos bons vinhos de Baco. Guiada nas artes da vida por Ares, possui a discreta delicadeza de um elefante pulando carnaval numa loja de cristais! Movida diariamente pelo combustível da vida: o café, essa garota possui raízes profundas na poesia da vida. É muito séria, mas sabe brincar na hora certa. Ama os animais e detesta filme de terror. Apesar de cantar mal, canta com sentimento. E adora musicais! Sua principal tentativa desportiva é o baralho. Ela gosta mesmo é de coisas antigas, apaixonada pela vida e sonha com o universo. Instagram: , @juliamarreto
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