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Como morreu John Lennon?

POR Diogo Quiareli    EM Último Dia      23/10/19 às 14h12

No dia 8 de dezembro, na porta de seu prédio, em Nova York, um dos maiores músicos de todos os tempos foi assassinado. Nesse dia, a música perdeu John Lennon. Mas como foi o último dia de John Lennon? Por qual motivo ele foi morto? Como foi, de fato, essa morte do homem que estava entre os maiores músicos do mundo e fazia parte de uma das mais premiadas bandas de todos os tempos?

Para falar sobre isso, precisamos contar sobre a vida de John. E foi pensando em todas essas coisas, que resolvemos trazer essa matéria, visto que esse tipo de conteúdo está entre os mais buscados em nosso site. Confira então conosco e não se esqueça de comentar, afinal, sua opinião vale muito para nós. Sem mais delongas, vamos lá.

John Lennon

John Winston Lennon nasceu no dia 9 de outubro de 1940, na cidade de Liverpool, na Inglaterra. Foi criado por sua tia, por conta de problemas em sua família. Em 1956, ganhou seu primeiro violão que foi comprado usado, adquirido por um pequeno preço. Começou então a tocar e decidiu que iria criar uma banda. Junto com Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr formou o que, para alguns, foi a maior banda de todos os tempos: os Beatles. A popularidade da banda era quase que inacreditável. Um fenômeno nunca mais visto. Pessoas de praticamente todo o mundo conheciam o quarteto e suas músicas. Multidões eram arrastadas por onde eles fossem, afinal, eram a sensação do momento.

Em 1969, ele se casou com a cantora, compositora e ativista japonesa, Yoko Ono. Juntos, tiveram um filho. Pouco tempo depois, em 1970, foi anunciado o fim dos Beatles para a tristeza de todos. Alguns fãs acusam Ono de ser uma das peças fundamentais para a separação do grupo. Todavia, de acordo com uma publicação feita pela revista Rolling Stone, o grupo já estava se desgastando ao longo do tempo. Além disso, os membros estavam tendo problemas criativos para poder gravar o seu próximo álbum.

De acordo com a publicação, a amizade entre John e Paul estava começando a ficar complicada. McCartney amava o quarteto e não queria que se separassem por nada. Todavia, considerava aquilo a sua vida. Por outro lado, Lennon também gostava da banda, mas acreditava que precisava dar um tempo. Outro ponto era a respeito de Allen Klein, empresário e um produtor de música com quem Paul McCartney tinha divergências. Quando tudo isso foi sendo somado, juntamente com a insatisfação de Harrison e Starr, veio a separação. Os fãs ficaram incrédulos e não entendiam como isso poderia ter acontecido.

Continuação da banda

Mas nenhum dos Beatles abandonou a música. Cada um, ao seu modo, continuou tocando e criando. John Lennon começou uma carreira solo. Pouco tempo depois, pelo fato de Yoko também ser uma artista, eles passaram a compor e gravar juntos. Ao todo, lançaram 5 álbuns. Ao mesmo tempo, se envolveram em causas como a luta pelo fim da guerra do Vietnã. Já com Yoko, ele lançou Imagine, uma das músicas mais famosas de sua carreira.

Em novembro de 1980, os dois lançaram um novo álbum: Double Fantasy. Lennon estava muito empolgado e satisfeito com a repercussão do seu último trabalho. As vendas iam bem e o público havia gostado. Às 11 da manhã, John estava cortando o seu cabelo em uma barbearia próxima de casa. Em seu apartamento, chegou a fotógrafa Annie Leibovitz. Annie trabalhava para a revista Rolling Stone, uma das mais famosas publicações voltadas ao mundo musical. A ideia era fazer uma sessão de fotos com Lennon e sua esposa.

Alguns minutos depois das onze, Lennon chegou ao apartamento no prédio Dakota, que ficava localizado em Manhattan, Nova York. Ele estava agora com um corte de cabelo no estilo Teddy Boy, muito comum na década de 1950. As fotos ocorreram de forma normal. Uma delas impactou positivamente o casal. Nela, John estava nu, abraçando Yoko, que estava com roupas, em sua cama. Tempos depois, a imagem ganharia reconhecimento e até prêmios. 

O pré-assassinato

Ao meio-dia, Paul Goresh, um amigo próximo de John Lennon, chegou até a porta do Dakota. Lá, ele encontrou um homem que estava na porta do prédio segurando uma cópia do álbum Double Fantasy. Esse homem era Mark David Chapman. Naquela altura, ninguém sabia, mas horas depois, Chapman mataria o ex-Beatles. Curioso, Paul perguntou ao homem o que ele estava fazendo. Chapman respondeu que era fã de Lennon, que tinha vindo do Havaí e esperava o artista sair do prédio, na esperança de que ele lhe desse um autógrafo. Goresh se despediu do homem e subiu para o apartamento do amigo.

Passados 40 minutos, alguns empregados da rádio RKO de São Francisco começaram a chegar. Junto com eles, estava Dave Sholin, um famoso radialista que iria entrevistar o cantor e, ao mesmo tempo, divulgar o novo álbum.

Quando a entrevista estava perto de ser encerrada, o filho de John com Ono, chamado Sean, chegou ao apartamento junto com a sua babá. Ambos estavam em um passeio. O ex-Beatle cumprimentou seu filho e, passado mais um pouquinho de tempo, a entrevista acabou com Lennon falando que só iria parar de trabalhar no dia em que morresse e que torcia para que isso demorasse anos para acontecer.

O Assassinato

Por volta das cinco da tarde, o músico e Yoko saíram de casa. Eles iriam para uma sessão em uma gravadora. Quando desceram, encontraram Chapman parado na porta. John notou que ele estava com o álbum recém-lançado e perguntou se ele estava querendo um autógrafo. Chapman disse que sim e o ex-Beatles prontamente autografou. Em seguida, Paul chegou a tirar uma foto dos dois. John se despediu de Chapman, entrou no carro e foi para a gravadora.

Por volta das 10 e cinquenta da noite, depois de trabalharem bastante, John Lennon e Yoko Ono chegaram na porta do seu prédio em uma limusine. Ao descerem do carro, eles veem um homem parado na porta, com um álbum na mão. Era Mark Chapman. Infelizmente, dessa vez, ele não estava atrás de um autógrafo. Chapman estava armado com um revólver calibre 38. As balas utilizadas não eram comuns. Suas pontas eram modificadas, para que o dano fosse o mais letal possível.

Segundos depois que o artista desceu do carro, Chapman disparou cinco vezes. Dois tiros atingiram as costas de Lennon e dois acertaram o ombro. O quinto, o assassino errou. John conseguiu dar alguns passos e acabou caindo praticamente na porta do prédio, após subir alguns degraus. Antes disso, ele chegou a dizer que atiraram nele. Yoko, desesperada, tentava ajudar o marido e gritava pedindo socorro e dizendo que o ex-Beatles havia sido alvejado.

A Morte

Enquanto isso, o assassino retirou o seu casaco e o seu chapéu. Jogou sua arma no chão e ficou esperando a chegada da polícia em pé. Um pouco afastado de onde ele havia atirado no músico. Jay Hastings, que trabalhava no prédio, estava lendo uma revista no lado de dentro quando viu John chegar com sua esposa. Ao ver a situação, ele logo apertou um botão que, de forma silenciosa, chama a polícia para o prédio.

Com apenas dois minutos desde o disparo, a polícia chega ao local e consegue prender Chapman, que não ofereceu nenhuma resistência. Os próprios policiais então ajudam a colocar o cantor na parte de trás de uma viatura e saem em disparada para um hospital próximo, o Roosvelt Hospital Center. Às 11 e um da noite, o músico entrou na emergência. Ele tinha perdido muito sangue em poucos minutos. Estima-se que por volta de 80%. Os médicos já não sentiam mais o pulso de John. Quando foram ver a situação, descobriram que a maioria das veias, próximas ao coração, estavam destruídas. Sete médicos tentaram desesperadamente fazer com que o ex-Beatles permanecesse vivo.

Mas, às 11 e quinze da noite, John Lennon foi dado como morto. Yoko Ono foi a primeira pessoa a saber. No momento, ela ficou desesperada. Gritou e chorou muito. Passados alguns minutos, ela conseguiu se acalmar e ali começou a pensar no que iria dizer ao seu filho Sean. Como contar que o pai foi morto? Outra preocupação era a imprensa. Logo, o mundo inteiro saberia que John Lennon havia morrido de forma trágica.

Reação do mundo

Ela pediu que os médicos demorassem um pouco para divulgar o que aconteceu. Quando todos ficaram sabendo, até mesmo a transmissão de uma partida de futebol americano foi interrompida, para a realização do anúncio. Quando souberam da morte, vários fãs foram para a porta do Dakota, onde John vivia e onde foi morto. Lennon foi cremado e suas cinzas jogadas no Central Park. O lugar onde elas foram espalhadas hoje é um memorial.

O motivo do assassinato é o que deixa muitos fãs, até hoje, indignados. Mark Chapman afirmou que matou o ex-Beatles para chamar atenção. Ele disse que queria ser alguém famoso, que entrasse para história de alguma forma. Atualmente, o assassino se diz arrependido e envergonhado. Por vezes, até perseguido. Fazendo uma retrospectiva, Chapman diz que foi um assassinato sem sentido. John havia sido legal com ele ao assinar o álbum e não tinha nenhum motivo para que o crime fosse cometido. O assassino continua preso e todos os anos apela para poder ser libertado, entretanto, sem sucesso.

Apesar de ter partido de forma trágica, John Lennon deixou uma obra fantástica, tanto no período em que fazia parte dos Beatles, como quando estava em carreira solo. Suas músicas continuam sendo fonte inspiração para milhões de pessoas ao redor do mundo.

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Diogo Quiareli
Geminiano, 25 anos, goiano.
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