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Como os alemães reagiram ao saberem as atrocidades que o nazismo cometeu?

POR Júlia Marreto    EM História      12/08/16 às 14h42

Os períodos das duas Grandes Guerras foram intensos, cruéis e ficarão marcados para o resto da existência humana. Não apenas, as atrocidades que aconteceram tanto durante, quanto depois foram inimagináveis. A importância de se abordar, com uma certa frequência, esses temas é para que nunca se esqueça o que aconteceu e que nunca fique dúvida aquilo que não desejamos que aconteça novamente.

Aqui na Fatos Desconhecidos já falamos algumas vezes sobre o assunto e, talvez, você queira relembrar: 7 coisas sinistras que os nazistas fizeram com os presos em campos de concentração; 5 grupos desconhecidos que resistiram ao Nazismo; Como é a popularidade de Hitler na Alemanha nos dias atuais?.

O final do Terceiro Reich, no dia 8 de maio de 1945, significou o começo de uma política anti-nazista potente, cujo principal objetivo era semear a culpa coletiva. Foi um período intenso. Os países aliados que enfrentaram a Alemanha na Segunda Guerra Mundial qualificaram os alemães, sem exceção, como cúmplices do Holocausto.

German soldiers in a dug out waiting for an enemy artillery barrage to lift, 1917

Sobre isso, os "Aliados" estavam determinados a "cortar o mau pela raiz", acabar com todos os rastros de um sistema ideológico macabro que, até hoje, lidera a lista de piores acontecimentos da história da humanidade. Franklin D. Roosevelt chegou a sugerir que deveria ser ensinado ao povo alemão sua responsabilidade sobre a guerra, "e durante muito tempo deveriam ter apenas sopa para café da manhã, sopa para o almoço e sopa para jantar".

Não foi exatamente assim que fizeram, mas a terapia de choque foi implacável e os soldados alemães tiveram um tratamento "especial".

Reação de soldados alemães ao verem fotos de um campo de concentração

As ruas que antes mostravam um mar de material propagandístico alusivo à ideologia nazista, se viram atormentadas por imagens devastadoras do assassinato de milhões de judeus, opositores e minorias, executados a sangue frio pelo exército hitlerista.

Essa "mostra fotográfica" implicou na consciência da nação, além de registrar os horrores orquestrados pelos nacional-socialistas. Nas imagens estavam escritas mensagens como: "isso é sua culpa", "foi você quem fez essa atrocidade", assumindo que todos que ali estavam eram culpados por todos os crimes ocorridos naquele período.

Entre eles imperava um silêncio cúmplice ao julgamento dos Aliados, que não era mais do que um terror profundo a ser perseguido e assassinado, porque este era o destino que compartilhavam os que se opuseram abertamente ao regime. Embora fosse inegável que muitos alemães eram fiéis ao sistema fascista.

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As televisões nacionais também estavam mancomunadas com as campanhas de culpa coletiva, transmitiam filmes que recriavam os horrores dos campos de concentração. Todo mundo sabia da existência dessas áreas de tortura e morte e, até mesmo, muitos viram com seus próprios olhos assassinatos em massa, em locais públicos. Mas, não sabiam exatamente o tamanho da "coisa" que realmente estava acontecendo nessas prisões.

Os Aliados estavam dispostos, a qualquer custo, estender essa terapia de choque, para sensibilizar a todos e inocular um forte repúdio ao que aconteceu. Na Alemanha, com a queda do Terceiro Reich, as memórias de miséria eram mais vivas do que nunca. Sem qualquer dúvida, o efeito dessa política deve ter sido devastadora para os cidadãos comuns. Mas, e aqueles que participaram dos massacres? Sentiram pena por ver o resultado de seus ultrajes? Dor? Culpa? Veja a foto:

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Esses são soldados alemães, prisioneiros de guerra em campos estadunidenses que por serem, direta ou indiretamente, ligados em tais contrariedades, foram submetidos à política desnazificadora dos Aliados, com maior intensidade.

Essa fotografia foi registrada dentro de um teatro e exposto no Museu do Holocausto nos Estados Unidos. As reações mostradas são interessantes, levando em consideração que foram obrigados a observar as imagens de um campo de concentração.

Alguns soldados olham para cada cena como se fossem de um filme que desperta seu interesse. Não aparentam qualquer remorso. No entanto, para outros não foi tão fácil continuar olhando para a tela, cobriam seus rostos como se estivessem envergonhados ou indignados com o que estavam vendo.

Há, também, aqueles que viram o documentário sem desviar os olhos, como se estivessem mergulhados em seus próprios pensamentos. Como se estivessem reproduzindo em suas mentes memórias inéditas do Holocausto.

Nesse grupo haviam homens que eram fervorosamente anti-semitas, apoiadores da filosofia nazista, também existiam aqueles que defendiam a Alemanha por puro patriotismo mas, também haviam aqueles que foram forçados a se juntarem às forças nazistas sob ameça de morte, deles e de suas famílias, além das mais variadas torturas psicológicas... grupo esse que não teve muita escolha.

Então pessoal, o que acharam da matéria? Encontraram algum erro? Possuem alguma dúvida? Correções? Não se esqueçam de comentar com a gente!

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Júlia Marreto
É a dona de um coração esculpido pela literatura e preenchido pelos bons vinhos de Baco. Guiada nas artes da vida por Ares, possui a discreta delicadeza de um elefante pulando carnaval numa loja de cristais! Movida diariamente pelo combustível da vida: o café, essa garota possui raízes profundas na poesia da vida. É muito séria, mas sabe brincar na hora certa. Ama os animais e detesta filme de terror. Apesar de cantar mal, canta com sentimento. E adora musicais! Sua principal tentativa desportiva é o baralho. Ela gosta mesmo é de coisas antigas, apaixonada pela vida e sonha com o universo. Instagram: , @juliamarreto
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