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Conheça a história de Ruby Bridges, a menina que enfrentou o racismo de todo um país

POR Diogo Quiareli    EM História      18/12/19 às 12h28
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Existem diversas histórias capazes de nos emocionar de formas únicas. O caso de Ruby Bridges é um grande exemplo disso. No ano de 1960, a Suprema Corte Americana deu a ordem de que todas as escolas do país cessassem a segregação racial. Com isso, deveriam começar a integrar alunos negros nas salas de aula. Era essa a oportunidade que a família da garota Ruby Bridges esperava. Eles decidiram então matricular a menina em um colégio "All White", ou seja, só de alunos brancos. A escola William Frantz, onde Ruby foi matriculada, ficava em Nova Orleans. O pai da pequena era relutante em colocá-la lá, mas a mãe disse que essa mudança era necessária.

Ela acreditava que isso não seria uma necessidade apenas de melhor educação para a filha, mas também um grande passo à frente para todas as crianças afro-americanas. Ainda com medo, os pais de Ruby pediram escolta policial local. Isso tudo, para que a filha pudesse ir à escola em segurança. Para o espanto da família, a polícia recusou o pedido e disse que não atuaria na segurança de Ruby. Com isso, solicitaram a presença dos oficiais federais, que acompanharam a criança em sua caminhada até a escola. Há até uma pintura de Norman, que faz referência ao momento.

Ruby no Colégio

Quando Ruby chegou ao novo colégio, havia uma multidão de pais extremamente furiosos. Eles protestavam contra a presença da menina negra no colégio. Eles a insultavam com ferocidade e, até mesmo, ameaçavam a integridade física de toda a família da garota. Quando perceberam que a inclusão de Ruby era inevitável, os pais dos alunos entraram no colégio para retirarem seus filhos do local. Os professores também se recusavam a dar aula ou ter contato com a nova aluna.

Barbara Henry, uma jovem docente, foi a única que se dispôs a ensinar a garotinha. Ela então foi professora de Ruby e, com isso, a criança e seus pais decidiram que ela permaneceria no colégio. Isso seria feito independente das tantas manifestações contrárias. Conforme o ano letivo se passava, Ruby era ensinada em uma classe, que só tinha ela como aluna. Nos primeiros dias, chegou a ser ameaçada de morte, inclusive por funcionários da escola. Eles diziam que iriam envenenar sua comida.

Os agente federais decidiram que ela só poderia comer os alimentos levados de sua casa. Outra funcionária foi mais extrema. Ela colocou uma boneca negra, em um caixão de madeira, e protestou com ela fora da escola. A família de Ruby sofreu muito com o processo. O pai perdeu o emprego e seus avós perderam suas terras. No entanto, dá para tirar algo bom disso. A comunidade negra dos Estados Unidos, com alguns poucos brancos opostos ao racismo, decidiu ajudar. Um vizinho conseguiu um emprego para o pai da menina. Além disso, algumas famílias brancas continuaram enviando os filhos ao colégio, sem qualquer preconceito.

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Diogo Quiareli
Geminiano, 26 anos, goiano. Amante de música pop, fã de Katy e Luan.
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