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Conheça a primeira relações públicas do Brasil com Síndrome de Down

POR Cristyele Oliveira    EM Compartilhando coisa boa      12/09/19 às 15h38

A jovem Luisa de Souza Rocha, de 25 anos, alcançou um feito inédito. Ela se tornou a primeira pessoa com Síndrome de Down a se formar em Relações Públicas. Segundo o Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas, do estado de Minas Gerais, Luisa é a primeira pessoa com Síndrome de Down a se formar nesse curso no Brasil. A realização desse sonho é também a prova de que ela pode conquistar tudo o que quiser. Com dedicação e determinação, tudo é possível, inclusive quebrar as barreiras impostas pelo preconceito.

Em suma, a relações públicas colou grau no começo desse mês, sob fortes aplausos dos seus colegas e familiares. Uma conquista mais do que merecida. Isso porque, além de se dedicar aos estudos, Luisa também usava o seu tempo para ajudar a cuidar da sua avó. Mas, mesmo com todas as dificuldades, a jovem conseguiu realizar o seu sonho. Ela e a família não poderiam estar mais felizes e orgulhosos da caçula.

A conquista

Em síntese, Luisa conquistou o diploma universitário com honra e glória. Se engana quem ainda acha que, só pelo fato de ter Síndrome de Down, ela ficou em desvantagem perante os colegas de turma. "Já fui destaque acadêmico", afirma a mais nova relações públicas do Brasil.

"Foi bom demais. Eu falo que a Alice (filha mais velha) foi maravilhoso ver se formando. Mas a Luisa, quando se formou, para mim, é como se tivesse feito mestrado, doutorado", disse a mãe, Marisa de Souza Rocha Camargo, toda orgulhosa. "Calma, mãe, que eu vou fazer ainda", brincou Luisa, que não pretende parar por aqui.

E a formanda tem planos ambiciosos. Em suma, parar de estudar não passa nem perto dos seus planos. "Quero também dar aulas. Meu professor falava que eu tenho que ensinar também", afirma a jovem.

Para escolher o curso, Luisa fez vários testes vocacionais quando ainda estava na escola. Ademais, acabou escolhendo o curso de relações públicas. "Deu humanas. Sou muito comunicativa. Fiquei pesquisando e me apaixonei pela profissão. Até hoje, pesquiso muito", disse ela.

Dificuldades

Surpreendentemente, a mãe de Luisa conta que descobriu que a filha tinha síndrome de Down duas horas depois que a menina nasceu. E até hoje, a mãe nunca deixou de apoiar a filha. Do mesmo modo que nunca mediu esforços para que ela tivesse uma vida plena e com autonomia para ser o que quiser.

Durante a adolescência, a vida da Luisa e da família era mais complicada, devido a sua rotina pesada. Ela tinha atendimento de terapia ocupacional, consultas regulares com psicólogo e fonoaudiólogo pela manhã. A tarde ela ia para a escola, e durante à noite, praticava atividades esportivas. "Nunca me senti cansada. Nunca quis parar", disse a jovem.

"Sou uma mãe que via a questão da síndrome de Down por um outro lado. Acho que tem é que "empurrar" mesmo. Sempre tive muita esperança de que minha filha seria assim", disse Marisa. Para ela, esta foi uma forma de incentivar desenvolvimento da filha.

E você, o que achou da história de Luisa? Conhece outra história parecida com a dela? Conta para a gente nos comentários e compartilhe com os seus amigos.

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Cristyele Oliveira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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