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Conheça a emocionante história da árvore solitária de Tenere

POR Diogo Quiareli    EM Entretenimento      23/03/17 às 15h55

Essa talvez seja uma história um tanto diferente, talvez a mais diferente que você vai ver hoje. Ela trata de uma árvore que se manteve solitária durante vários anos em um deserto e teve o seu final de forma inesperada. Voltamos ao inicio, quando a extensão do deserto do Saara era uma grande floresta e possuía diversas outras da mesma espécie no local. A árvore de acácia dividia o espaço com várias outras há milênios em uma espécie de floresta consideravelmente grande. Devido as constantes mudanças climáticas ao longo dos anos, quase todas as árvores morreram e a floresta foi reduzida a um grande campo desértico.

A região do Tenere se tornou então uma das áreas mais secas do mundo e com pouquíssima vegetação, a água chegou a ser escassa. Ainda no início do século XX havia um pequeno grupo de acácias e isso era tudo que restava das árvores da região, mas não por muito tempo. Passou um tempo e todas morreram, exceto uma, e foi exatamente essa que chamou a atenção de muitas pessoas por anos. Ela era a única que existia em um radio de 400 quilômetros.

Ela possuía cerca de três metros de altura, o que fazia com que ela pudesse ser vista à uma distância considerável e isso fez com que ela logo se tornasse um marco para os viajantes que passavam por ali. A capacidade que ela tinha de viver em um lugar como aquele impressionava a todos e ninguém entedia como, já que para todo lado que olhavam só conseguiam enxergar areia. Durante o inverno de 1938 e 1939 o exército francês ordenou que cavassem um poço próximo, foi quando descobriram que a árvore estava tirando água de um fonte há 35 metros subterrâneo.

Com a movimentação que havia no local por causa da construção do povo, um caminhão chegou a encostar na árvore e acabou quebrando um de seus ramos principais. Foi bastante danificada mas ainda sobreviveu ao impacto, embora perdesse a sua forma de "Y", que era uma de suas características físicas. Ela se manteve por mais algumas décadas e as caravanas que seguiam pelo Saara sempre paravam para tomar água do poço próximo e ela acabou se tornando algo especial para as pessoas. Ela poderia ser chamada de farol vivo pelos viajantes e apareceu em vários mapas do deserto como um ponto de referência. Talvez o único que poderia direcionar.

Mas no ano de 1973 um caminhão que estava sendo conduzido por um líbio (provavelmente alcoolizado ao extremo) perdeu o controle e apesar da extensão do local ser gigantesca, ele acabou atingindo a árvore. A única árvore da região. Esse segundo impacto foi mais forte do que ela pôde aguentar e a famosa árvore de Tenere teve seu tronco danificado e isso fez com que ela morresse de vez. Acreditam que ela tinha mais ou menos 300 anos.

Em novembro do mesmo ano o que restou dela foi recuperado e transportado para o Museu Nacional do Níger na capital de Niamey, onde ainda reside hoje. Onde ela ficava foi construído, por um artista local, um monumento de metal composto por tubos reciclados, barris de combustível e peças de automóveis descartadas e assim o lugar continua seno um "ponto turístico".

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Diogo Quiareli
Geminiano, 24 anos, goiano.
As categorias Terror, Sobrenatural, CreppyPasta e entretenimento têm como único objetivo de entreter. Não devem ser utilizadas como fontes de artigos científicos ou trabalhos escolares.
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