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Conheça a história da mulher que provava a comida de Hitler

POR Mateus Graff EM História 31/10/18 às 15h15

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Vocês sabem quem foi Margot Woelk? Até uns anos atrás ninguém sabia quem era essa mulher, mas antes de completar seus 95 anos de idade, ela resolveu revelar, até mesmo para seu marido, quem ela era. Sabe qual era o seu papel na Segunda Guerra Mundial? Bom, Margot Woelk simplesmente era provadora da comida de Adolf Hitler.

Além de Margot, outras 14 meninas provavam a comida do nazista para que ele não fosse envenenado. Após o início da invasão russa a Berlim, Hitler se instalou em um local conhecido como "Toca do Lobo", na Polônia. Lá ele mandou imediatamente seus assistentes recrutarem jovens de cidades vizinhas para que elas fossem provadoras pessoais de comida. E claro que negar o pedido não era uma opção.

A gente conta mais sobre essa história para vocês

A vida de Margot Woelk, a provadora de comida de Adolf Hitler

Margot nasceu na cidade de Wilmersdorf, em Berlim, em 1917. Ela então com seus vinte e poucos anos, passou dois anos e meio como uma das 15 jovens que "testavam" a comida de Hitler para ter certeza que não estava envenenada antes de ser servida ao líder nazista.

Na época, existiam rumores de que os aliados tinham planos de matar Hitler envenenado, e claro que o ditador ficou paranoico. Uma hora depois que as mulheres tinham provado todos os pratos e não apresentam sinais de envenenamento, a comida era levada para Hitler, a quem Margot nunca nem chegou a ver pessoalmente.

"Ele era vegetariano. Ele não comeu carne durante todo o tempo que eu estava lá. Hitler estava paranóico e achava que os britânicos pudessem envenená-lo, é por isso que ele tinha 15 meninas para provar a comida antes de ele comer", disse Margot sobre as preferências do líder nazista.

As 15 mulheres tiveram acesso a pratos deliciosos e suculentos, banquetes únicos em tempos de guerra. As grandes mesas de madeira estavam repletas de banquetes com legumes, frutas exóticas, macarrão, molhos e sobremesas. Porém, para ela, cada mordida podia ser a última. Ela disse que quando a guerra acabou, ela teve de aprender a gostar de comer novamente, pois estava traumatizada.

Margot só revelou tudo isso no fim de sua vida. Ela tinha enterrado essa história por causa da vergonha de ter trabalhado com os nazistas. Porém, ela insiste que nunca foi membro do partido.

A fuga da "Toca do Lobo"

No dia 20 de julho de 1944, um coronel de confiança detonou uma bomba na "Toca do Lobo" em uma tentativa de matar Hitler. Cinco mil pessoas morreram, mas o líder nazista saiu vivo do atentado. Margot contou o seguinte sobre o atentado: "Nós estávamos sentados em bancos de madeira, quando ouvimos um barulho muito forte. Nós caímos do banco, e eu ouvi alguém gritando 'Hitler está morto!' Mas ele não estava".

Margot foi obrigada a ir morar em uma velha escola abandonada perto do composto. Depois, ela pegou um trem para Berlim e passou a se esconder. Ela disse que todas as outras 14 mulheres foram mortas em Rastenburg, quando as tropas soviéticas invadiram o quartel-general em janeiro de 1945. Felizmente, Margot sobreviveu para nos contar essa incrível história.


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