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Conheça LUCA, o ancestral comum a todos os seres vivos

POR Mateus Graff EM Ciência e Tecnologia 23/06/17 às 14h53

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Mas como assim existe um ancestral em comum com todos os seres vivos na Terra, como isso é possível? Fiquem calmos e não se desesperem, isso não tem nada a ver com extra-terrestres. Bom, um retrato do ancestral de todas as coisas que são vivas foi criado por cientistas. Batizado como Luca, ou Last Universal Common Ancestor (último ancestral comum universal), provavelmente viveu há cerca de 4 bilhões de anos, quando a Terra ainda tinha 560 milhões de anos.

Tal descoberta deixa acirrada o debate entre as pessoas que acreditam que a voda começou em um ambiente externo (como em vulcões ou fontes hidrotermais no fundo do mar) e aqueles que preferem ambientes mais agradáveis, como um "lago morno", conforme propôs Darwin.

A origem do ancestral mais antigo de tudo sempre foi incerta, isso porque os três domínios da vida parecem não ter um ponto de origem em comum. Esses domínios são bactérias, arquea e eucariotas. Recentemente, pesquisadores passaram a crer que as bactérias e as arqueas são os domínios mais antigos, como os eucariotas surgindo mais tarde.

Esse fato abriu caminho para que um grupo de biólogos evolucionistas, liderados por William Martin da Universidade Heinrich Heine, da Alemanha, tentassem definir a natureza do organismos que originou a bactéria e a arquea.

Foi aí que eles começaram a pesquisar os genes da codificação das proteínas das bactérias e arqueas, e mais de seis milhões desse tipo de gene se acumularam nos últimos 20 anos na base de dados alimentada por equipamentos de decodificação de genes de milhares de micróbios.

Vamos citar como exemplo genes com a mesma função em humanos e em ratos, normalmente descendem de um ancestral genético em comum, do primeiro mamífero. Se for feita a comparação de suas sequências de DNA, os genes podem ser agrupados em árvores genealógicas evolutivas, e isso permitiu que Martin distribuísse os seis milhões de genes em poucas árvores genealógicas. De todas delas, apenas 355 têm características necessárias para ser descendente de Luca.

Depois de determinar quais genes provavelmente estavam presentes em Luca, Martin conseguiu descobrir onde Luca vivia. Esses 355 genes apontam com precisão para um organismo que viveu em condições encontradas em fontes hidrotermais profundas, um ambiente intensamente quente e saturado de metais, causado pela água do mar interagindo com o magma que surge do fundo do mar.

Alguns desses genes metabolizam o hidrogênio como uma fonte de energia, já outros são responsáveis por uma enzima chamada "girase", encontrada apenas em micróbios que vivem em temperaturas extremamente altas. A descoberta está tendo avanços significativos sobre como Luca viveu, é uma visão intrigante sobre a vida há quatro bilhões de anos.

E aí, já sabiam que todos os seres vivos tinham um ancestral em comum? Acreditam nessa teoria? Comentem!


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