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Conheça a médica que já doou mais de mil enxovais para pessoas carentes

POR Maria Ritha Paixão    EM Compartilhando coisa boa      22/04/19 às 15h48

As boas ações estão espalhadas pelo mundo. Uma médica doou mil enxovais para gestantes e grávidas sem condições. Mas de onde veio essa vontade e determinação de fazer os 1.000 kits para essas mulheres?

Essa informação é uma estimativa da médica Danysa Nascimento. A obstetra não sabe o total exato entregue para as mulheres carentes, mas continua entregando enxovais para as mães de bebês recém-nascidos que necessitam dessa solidária ajuda, e imagina que esse número já tenha superado muito mais do que mil kits.

Em 2012, ação teve início. A inspiração da fundação veio de sua mãe que já tricotava roupinhas e sapatinhos para doação. Danysa deu continuidade aos feitios da mãe. Mesmo com poucos recursos disponíveis para produzir, continuou apostando na boa ação.

É muito bom saber que temos essa sensibilidade vinda de pessoas tão incríveis como essa obstetra. Além de produzir os enxovais, Danysa faz palestras para conscientizar da importância do momento de gestação .

"Eu arrecado roupas e itens de bebês com minhas pacientes e repasso para as gestantes carentes. Eu vejo de perto as dificuldades das gestantes de periferia e com baixo poder aquisitivo", contou a médica ao Razões para Acreditar.

Projeto crê ações

O projeto vai muito além das doações de enxovais. O Crê Ações investe na educação de crianças e mães nas periferias. Palestras e oficinas são dadas para discutir mais sobre educação inclusiva, saúde da mulher, gravidez na adolescência e saúde da gestante.

O reforço escolar é gratuito. O único custo benefício é o que sustenta as entregas de enxovais. Doações de itens para os kits entregues às mães ou alimentos não perecíveis. Todo o trabalho é voluntário e vem mudando a vida de muitas pessoas.

"Não temos apoio de órgãos públicos, somente de colaboradores e simpatizantes do projeto. Mas é lindo e muito gratificante!", afirma para o site Razões para Acreditar.

Gestantes

O Brasil está em sétimo lugar na estimativa de gravidez na adolescência. Para entender melhor são 65 gestantes a cada 1.000 meninas. É um valor exorbitante. Palestras como a do Projeto Crê Ações é uma das possíveis iniciativas para reduzir esse quadro exorbitante.

A estimativa de idade para as gestantes iniciantes é de 15 a 19 anos, segundo dados do Fundo de Populações das Nações Unidas (UNFPA). Os dados vão dar a referência para a relevância da iniciativa de Danysa.

A cada 5 crianças que nascem, 1 é de mãe adolescente. E para completar a situação, as meninas que passam por essa experiência precoce não possuem condições financeiras para cuidar de seus filhos. O maior fator prejudicial está nas questões físicas e psicológicas dessas meninas.

Imagine, sem instrução e sem o auxílio de outros meios fica mais difícil passar por toda luta. Isso porque a área da saúde não tem capacidade para assistir uma demanda tão grande de gestantes.

A desigualdade social é a maior inimiga da classe social mais pobre, nesse caso, as mulheres, já que o acesso à saúde de qualidade é mais restrito e muitas vezes limitado ao sistema privado em termos estruturais. Sendo assim, os recursos públicos não oferecem a possibilidade de um planejamento reprodutivo. "Hoje, a desigualdade nos países não pode ser entendida apenas entre ter e não ter", afirma o representante do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal.

Com todos esses dados à mostra e tendo em vista a situação que se encontram essas mulheres, entregar esses enxovais é o pouco que pode ser feito, mas a solução é um passo muito maior e faz toda diferença no meio onde as ações acontecem.

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Maria Ritha Paixão
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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