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Coronavírus parecido com o COVID-19 foi encontrado em Pangolins

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      27/03/20 às 19h00
capa do post Coronavírus parecido com o COVID-19 foi encontrado em Pangolins

Os coronavírus são uma família grande de vírus, mas só era sabido que seis deles afetavam os humanos. Com esse novo vírus, agora são sete. Um desses causa a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) que, em 2002, matou 774 pessoas, na China. O novo vírus é chamado de COVID-19.

O mundo todo está em estado de alerta. E em estado de urgência de tentar conter o mais rápido possível a pandemia. Por isso, laboratórios do mundo inteiro estão se mobilizando em busca de uma vacina eficaz contra a COVID-19. E para tentar entender um pouco mais sobre esse vírus.

Buscando o "elo perdido" no surgimento do SARS-CoV-2 foram descobertos dois primos próximos do novo coronavírus. Eles foram vistos em remessas de pangolins contrabandeados para a China.

Essa descoberta feita pelos pesquisadores da China e de Hong Kong, não quer dizer que eles identificaram que esses animais são a fonte dessa pandemia, longe disso. Mas a semelhança entre as cepas dá a entender, que o mercado desses mamíferos, na China, é uma bomba-relógio que tem que ser desativada.

Desde o começo do rastreamento do COVID-19, que mostrou sua origem em um mercado na província de Hubei, a pesquisa começou a determinar a herança do vírus. De acordo com os estudos iniciais do genoma do SARS-CoV-2, é bem possível que o vírus possa ter surgido de uma colônia de morcegos-ferradura, em Yunnan.

Se esse for o caso o difícil é imaginar como o morcego virou a fonte de infecção em uma cidade bastante povoada. E que fica a mais de mil quilômetros da sua colônia.

Animais

Os mercados, como o de Hubei, vendem vários animais vivos para a fabricação de remédios e para a alimentação, e vários desses animais vêm dos trópicos da Ásia. Mas não é claro se morcegos de qualquer espécie estavam presentes lá.

Mas um animal que é quase garantido, que estava no mercado, era o pangolim. Esse mamífero está em extinção e sua venda é valorizada. Ele é usado como uma iguaria e um tônico para a saúde.

Operações anti-contrabando conseguiram tecidos congelados de 18 pangolins no ano de 2017 e começo de 2018. Em seis das 43 amostras de órgãos, o RNA do coronavírus foi encontrado. Isso liga o vírus a cinco animais individualmente.

Usando técnicas de leitura e preenchimento de sequências perdidas, a equipe conseguiu meia dúzia de genomas detalhados das cepas do vírus do pangolim. Mas nenhum deles tinha sinais para o SARS-CoV-2. Mas sequências sobrepostas dão a entender que os vírus estavam relacionados intimamente.

Genomas

Uma outra análise foi feita com tecidos tirados de pangolins, apreendidos no fim de 2018. E os genomas mostraram mais três resultados positivos, em 12 animais. A equipe também analisou escamas de pangolim, zaragatoas e outros tecidos que não foram especificados.

A mistura desses genomas de coronavírus sequenciados deram todos 85,5 a 92,4% parecidos com o SARS-CoV-2. E eles representam duas linhas de vírus relacionados. E uma dessas linhas se parece com o COVID-19.

Esses resultados podem não ser o combate que todos estão esperando. Mas já é um alerta que todos precisamos. Por mais que não se possa prever se essas linhas de coronavírus podem ter passado para os humanos, é claro que a pandemia surgiu de um ramo dessa árvore genealógica.


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Via   Science alert  
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Bruno Dias
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