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Descoberta em crateras da lua pode nos fazer repensar a sua origem

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      06/07/20 às 15h05
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lua é o vizinho cósmico mais próximo da Terra. E também é o único lugar fora do nosso planeta em que o homem conseguiu pisar. Mas ela é cheia de mistérios que o homem tenta solucionar até hoje. Como por exemplo, os cientistas não sabem ao certo como a lua se formou. Mesmo que várias hipóteses já tenham sido discutidas.

Novas descobertas a respeito dos depósitos de metais em crateras lunares podem dizer que é preciso repensar as hipóteses sobre a origem da lua novamente. Essas descobertas sugerem que existem mais metais, como o ferro e titânio, nas crateras da lua do que era imaginado. E isso pode mostrar uma reserva bastante rica em material metálico logo embaixo da superfície lunar.

A diferença na quantidade de metal que a lua retém, em comparação com o nosso planeta, é uma das principais pistas para os astrônomos tentarem descobrir como o satélite começou a sua vida. E qualquer mudança nesses níveis podem dizer mais sobre a lua.

Hipótese

A hipótese que prevalece é que, provavelmente, a lua tenha se desprendido da crosta terrestre por conta da uma colisão maciça com um terceiro corpo. Tanto que, a crota da Terra tem menos óxido de ferro do que a lua. E isso é uma coisa que os cientistas tentam explicar há um bom tempo.

Essa nova  pesquisa feita diz que existe ainda mais material metálico logo abaixo da superfície lunar. Coisa que não faria sentido se ela tivesse se desprendido da crosta terrestre, que é relativamente pobre em metais. Esse fato então coloca em dúvida a hipótese até agora "perfeita".

"Isso realmente levanta a questão do que isso significa para nossas hipóteses de formação anteriores. Ao melhorar nossa compreensão de quanto metal a subsuperfície da lua realmente possui, os cientistas podem restringir as ambiguidades sobre como se formou, como está evoluindo e como está contribuindo para manter a habitabilidade na Terra", disse o cientista espacial Essam Heggy , da Universidade do Sul da Califórnia.

O último estudo foi o resultado das leituras de radar do instrumento de radiofrequência em miniatura (Mini-RF) a bordo do Lunar Reconnaissance Orbiter da NASA. Na sua busca por gelo, o Mini-RF estava medindo a constante dielétrica, que é uma propriedade elétrica dentro das crateras, quando os pesquisadores viram que o nível subia conforme as crateras aumentavam. E nas crateras maiores, a constante dielétrica se estabilizou.

Análise

Análises de acompanhamento, usando o dado de outros instrumentos, foram feitas e confirmaram que as crateras maiores tinham mais metal. Possivelmente, porque elas cavavam mais fundo na superfície da lua. O que sugere que, abaixo da superfície, existe muito mais a se encontrar.

"Este emocionante resultado do Mini-RF mostra que, mesmo após 11 anos de operação na lua, ainda estamos fazendo novas descobertas sobre a história antiga de nosso vizinho mais próximo", disse o cientista planetário Noah Petro, do Centro de Vôo Espacial Goddard da NASA.

"Os dados do Mini-RF são incrivelmente valiosos para nos falar sobre as propriedades da superfície lunar. Mas usamos esses dados para inferir o que estava acontecendo há mais de 4,5 bilhões de anos atrás", continuou.

Mesmo assim ainda existe muita incerteza quando se trata de tentar descobrir toda a complexidade de como a lua caiu em órbita da Terra pela primeira vez. Mas outras pesquisas já estão sendo feitas para ver se essa ligação entre um maior número de crateras de metal também acontece no hemisfério sul da lua.

"Somente o nosso Sistema Solar tem mais de 200 luas. Compreender o papel crucial que essas luas desempenham na formação e evolução dos planetas que orbitam pode nos dar uma visão mais profunda de como e onde as condições de vida fora da Terra podem se formar e como ela pode ser", concluiu Heggy.


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