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Descobertas mudam a ideia de onde e quando o ser humano veio

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      07/01/20 às 13h55

A arqueologia é a ciência responsável por estudar culturas e civilizações do passado. E através das descobertas arqueológicas, vestígios de antigas sociedades e culturas são descobertos. E assim, conseguimos compreender melhor como viveu determinado povo, quais eram seus hábitos e costumes. E até mesmo, o que levou ao seu fim.

Ao longo de nossa história, arqueólogos realizaram inúmeras descobertas que mudaram a forma como vemos nossa própria história. Nos últimos anos, antropólogos descobriram novos ancestrais humanos. E também descobriram o que aconteceu com os neandertais e retrocederam a idade do primeiro membro da espécie humana.

Com todas essas descobertas foi sugerido que vários dos fatos sobre a história da origem humana. Como quem somos ou onde vivemos, estavam erradas. Até o momento, a maioria dos cientistas acreditava que os primeiros membros da nossa espécie, Homo sapiens, evoluíram na África Oriental, aproximadamente, há 200 mil anos.

De acordo com essa linha de pensamento, por outros 140 mil anos, a humanidade permaneceu na África. E depois disso, foi para a Europa e Ásia, no que é chamado de migração "Força da África", aproximadamente, 60 mil anos atrás. Esses primeiros humanos passaram a ocupar territórios que, antes, outros ancestrais humanos, como os neandertais, ocupavam.

Mas essa visão foi mudada, quando essas novas descobertas mostraram que os primeiros humanos surgiram bem mais cedo do que se pensava. E estava em uma parte diferente da África. E ao invés de substituir outras espécies concorrentes, o Homo sapiens pode ter cruzado com elas.

Achados

Conforme os pesquisadores vão fazendo novas descobertas, montar essa linha temporal da evolução do ser humano fica mais complicado. A descoberta, feita em 2017 no Marrocos, questionou a ideia de que os humanos modernos se originaram na África Oriental. Os ossos achados eram mais velhos do que os outros já encontrados.

De acordo com os investigadores, os ossos da região de Jebel Irhoud tem 315 mil anos de idade. Ou seja, cerca de 100 mil anos mais velhos do que os que eram considerados os mais antigos do mundo.

Esses restos também foram encontrados em uma área diferente da África, no norte. Isso sugere que os ancestrais humanos podem ter vivido em várias partes do continente. "Não há Jardim do Éden na África. Ou se existe, é toda a África", antropólogo Jean-Jacques Hublin, que liderou a expedição Marrocos

A descoberta apoiou a ideia de que o Homo sapiens tenha evoluído por todo continente africano, em grupos interligados, que ficaram semelhantes, ao longo do tempo.

Evolução

Uma equipe de pesquisadores sugeriu, em 2018, que grupos de Homo sapiens evoluíram simultaneamente em toda África e não somente em um lugar.

Segundo os cientistas, nem todos os grupos eram idênticos no começo. Mas eles podem ter sido geneticamente próximos, para também serem considerados Homo sapiens.

E se baseando em análises genéticas recentes, os pesquisadores acreditam que os humanos, anatomicamente modernos, podem ter surgido no que hoje é Botsuana.

Um estudo de outubro sugeriu que todas as pessoas vivas descenderam de uma mulher que viveu há 200 mil anos, em alguma parte de Botsuana. E essa descoberta apoia a teoria que os ancestrais humanos modernos migraram para fora da África e então povoaram o mundo. Ao invés de evoluir em diferentes bolsos, ao redor do mundo.

Poder sequenciar esses genomas antigos está dando, aos cientistas, a capacidade de estudar o que nossos ancestrais comiam, como eles eram fisicamente e de onde eles vieram. Os antropólogos conseguiram sequenciar um genoma inteiro, vindo de um pedaço de goma de mascar de 5700 anos.

Com a análise do DNA foi visto que ao invés de competir e eliminar os neandertais, os humanos modernos cruzavam extensivamente com eles. E essa ideia de que o Homo sapiens matou e substituiu os neandertais foi evitada. E trocada pela ideia, de que as duas espécies se tornaram uma só.

Espécie

A espécie recém-descoberta é chamada de Homo luzonensis. E tem esse nome em homenagem onde ela foi encontrada. Ela viveu entre 50 e 67 mil anos atrás.

Antes dessa descoberta, os antropólogos pensavam que nossos ancestrais deixaram o continente africano, em um êxodo há 60 mil anos. Mas segundo um estudo de 2017, o primeiro Homo sapiens pode ter deixado a África e começado a migrar para a Ásia, há mais de 120 mil anos. Ou seja, muito mais cedo do que os cientistas pensavam.

"As dispersões iniciais fora da África antes de 60.000 anos atrás, eram provavelmente por pequenos grupos de forrageiras. E pelo menos alguns destes primeiros dispersals deixou vestígios genéticos de baixo nível em populações humanas modernas", disse Michael Petraglia, um dos autores do estudo.

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Bruno Dias
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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