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Druidas, as sacerdotisas celtas

POR Jesus Galvão    EM Curiosidades      29/10/19 às 12h57

Por vezes, aqui e acolá, ouvimos falar sobre as lendárias druidas. Nas lendas do povo irlandês medieval, elas eram chamadas de Bandurí ou Bandorai. Tanto os escritores gregos quanto os romanos antigos confirmaram sua existência. Apesar disso, pouco ou quase nada sabemos sobre elas. Portanto, hoje, decidimos mergulhar um pouco em sua história, para que vocês possam conhecê-las um pouco melhor.

Em geral, os druidas eram líderes religiosos, cientistas e pesquisadores que compunham a sociedade celta. Por séculos, as pessoas acreditavam que os druidas eram apenas homens. Porém, muitos registros históricos mostram que, ao contrário de outras sociedades, as mulheres não eram excluídas do círculo de "pensadores".

O termo "druida" se origina na palavra indo-europeia "deru". Ela significa "a verdade" ou "verdadeira". Tal palavra acabou evoluindo para o termo grego "drus", cujo significado é "carvalho". Em suma, ser um druida significava pertencer a uma elite intelectual. Poetas, astrônomos, mágicos e astrólogos também possuíam um lugar entre eles.

Eram exigidos cerca de 19 anos de estudos para que um druida dominasse o conhecimento e habilidades requisitadas em alquimia, medicina, direito, ciências, entre outros. Eles eram responsáveis por coisas que iam desde processos judiciais, cura de pessoas, desenvolvimento de estratégias de guerra a organização da vida intelectual da população. Assim, não seria errado dizer que eles eram uma fonte de puro conhecimento. Além de serem extremamente respeitados pelo povo celta.

O ex-ditador romano, Júlio César era fascinado por eles. Em diversos de seus escritos, muitos foram os elogios feitos por ele. De acordo com alguns especialistas, Júlio César era bem ciente do trabalho executado por eles. Entretanto, a grande maioria dos escritores romanos, em geral, ignorava o trabalho das mulheres. Por isso, não encontramos facilmente referências à elas nos textos históricos.

As druidas

Por outro lado, Estrabão, historiador e filósofo grego, escreveu sobre um grupo de mulheres religiosas, que viviam em uma ilha perto do rio Loir. Tácito, senador e historiador romano, mencionou mulheres druidas, ao descrever o massacre dos druidas pelos romanos na ilha de Mona, no país de Gales. Além do mais, observou que não havia distinção entre os homens e mulheres entre os druidas, e que as mulheres celtas eram muito poderosas.

De acordo com as tradições irlandesas, havia dois nomes principais pelos quais as mulheres druidas eram chamadas: baduri e banfilid, que significavam "poetisa". No entanto, a maioria dos nomes das mulheres druidas permanece desconhecida. Uma mulher, chamada Fedelma, foi descrita em textos antigos como uma "banfili". Ela teria pertencido à corte da rainha Maeve e viveu no século 10 d.C., na Irlanda.

A rainha Boadiceia é a descendente mais famosa de uma druida, sendo sua mãe chamada de Banduri. Boadiceia liderou um levante contra as forças romanas, que ocupavam a Grã-Bretanha em 60 ou 61, durante o reinado do imperador Nero. Alguns pesquisadores argumentam que Boadiceia também pudesse ser uma druida.

As druidas costumavam adorar deusas e realizar diversas celebrações em diferentes meses e estações do ano. Uma das divindades adoradas por elas era a a deusa Brigid, deusa do fogo e da alquimia. Mais tarde, ela passou a ser reverenciada por freiras cristãs, sendo chamada de Santa Brígida.

Arqueologia

Muitas provas foram encontradas por arqueólogos, sobre a existência das druidas. Diversos enterros de mulheres foram descobertos na Alemanha entre os rios Reno e Mosela. As mulheres, enterradas nesses locais, datam do século IV a.C. e foram enterradas com muitas jóias, entre outros objetos preciosos. Algumas delas foram enterradas com um torque especial no peito, para simbolizar uma certa ascensão social.

De acordo com alguns pesquisadores, só uma druida poderia ter um status alto o suficiente para receber um enterro como esse. Outros dois túmulos localizados perto, um em Vix, na Borgonha, na França, e outro em Reinheim, na Alemanha, foram datados do século V a.C. e certamente pertenciam às druidas.

Muitas druidas foram mortas pelos romanos e seus livros foram destruídos. Além do mais, a Igreja Católica acreditava que as druidas eram bruxas e feiticeiras e, supostamente, elas trabalhavam para o diabo. Por outro lado, a igreja via o conhecimento dos celtas como uma verdadeira ameaça ao seu domínio. São Patrício teria queimado mais de cem livros das druidas e destruído muitos lugares relacionados a antigos cultos.

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