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É possível viver sem a cabeça ou uma cabeça viver fora do corpo?

POR Fatos Desconhecidos (Acervo)    EM Mundo Animal      11/09/15 às 17h01
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Você já deve ter ouvido a história do Mike, o galo sem cabeça. A famosa ave aparentemente continuou viva mesmo depois de ser decapitada em uma fazenda no estado norte-americano Colorado, por Lloyd Olsen, em 1945. Na época a história impressionou tanto que foi parar nos jornais.

Quando soube do caso, um agente de apresentação circense procuro Mike e a sua esposa e os convenceu de fazer uma turnê com o galo pelos Estados Unidos. O casal aceitou a proposta, mas antes de iniciarem a turnê levaram o galo Mike até a Universidade de Utah, para que ele fosse analisado por cientistas.

Os pesquisadores tentaram repetir a experiência, decapitando outros galos, no entanto, não conseguiram fazer com que nenhum outro galo ou alguma galinha sobrevivesse sem a cabeça. Após o fracasso do experimento, o casal Olsen seguiu com a viagem.

Mike não apenas sobreviveu até o final da turnê, como nos próximos dois anos, morrendo em 1947, engasgado. O caso do galo sem cabeça levantou uma pergunta: é realmente possível sobreviver depois de, literalmente, perder a cabeça?

Experimento russo

Alguns anos antes do caso do galo, um experimento realizado na Rússia pelo médico Sergei Brukhonenko fez com que a cabeça de um cachorro permanecesse viva fora do corpo. O pesquisador criou uma máquina que exercia as funções do pulmão e coração e mantinha a cabeça de cachorro viva.

O cachorro, ou melhor, a cabeça dele, respondia até mesmo a estímulos e era capaz de engolir. Vale lembrar que, sem uma máquina que garantisse as funções vitais para o membro, a experiência não seria possível.

Vivo ou morto?

Os cientistas são unânimes na afirmação: não é possível que um corpo humano viva sem a cabeça, muito menos que uma cabeça viva sem um corpo humano. Você deve estar se perguntando: Mas e o caso do galo Mike?

De acordo com especialistas, a ave possui a maior parte do cérebro na parte posterior da cabeça, dessa maneira, Mike teria permanecido com boa parte do órgão ainda em seu corpo.

Além disso, quando o galo sofre decapitação os circuitos das cordas epidurais continuam com oxigênio e os neurônios ficam ativos, o que faz com que as pernas possam se mover.

A grande questão é que todo esse mecanismo faria com que o animal permanecesse vivo por cerca de 15 a 20 minutos, e não por mais de um ano.

O que fez com que ele se mantivesse vivo ainda é um mistério para a ciência. Os seus donos pingavam comida e água com um conta-gotas diretamente em seu esôfago e também usava uma seringa para limpar a garganta do animal.

Os cuidados sem dúvida contribuíram para a sua sobrevivência por tanto tempo, mas apenas eles não seriam suficientes. De qualquer maneira, seria praticamente um milagre se a experiência de Mike se repetisse em outro galo, ou animal de qualquer tipo.


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