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Empresa desenvolve cama hospitalar que se transforma em caixão

POR Erik Ely    EM Curiosidades      16/05/20 às 18h44

Recentemente, uma empresa colombiana desenvolveu um produto um tanto quanto peculiar, uma cama hospitalar que se transforma em caixão. Em meio aos tempos sombrios que estamos vivendo, o recurso foi apresentado como uma solução para a escassez de ambos os itens.

O produto desenvolvido pela empresa "ABC Displays", consiste em uma cama de papelão com grades metálicas nas laterais e é voltada para hospitais. De acordo com Rodolfo Gomez, o gerente da empresa, as primeiras unidades do produto serão doadas ao estado do Amazonas, na Colômbia. Depois disso, novos modelos serão vendidos para pequenos hospitais por 87 dólares.

Caixões e camas hospitalares estão em falta

Segundo Gomez, assistir à crise de saúde causar tamanhos estranhos no país e no mundo fez com que ele tomasse alguma atitude para ajudar. Antes da pandemia, a empresa de Gomez possuía serviços voltados ao marketing. Contudo, o setor de publicidade esteva quase que totalmente parado no último mês e pelo que estamos vendo, não há previsão de melhora. Dessa forma, ele utilizou a experiência que havia tido com trabalhos em uma clínica particular, para poder desenvolver a cama. Em seguida, ele explicou que a cama pode suportar cerca de 150 kg.

Voltada para hospitais, cada peça da cama custará cerca de U$ 85. Sendo assim, o gasto da "cama/caixão" será do próprio hospital. Com isso, a família do paciente não precisará se preocupar com um eventual gasto com caixão. Desse modo, esta poderá ser uma ajuda mais do que bem vinda para famílias menos beneficiadas. "As famílias pobres não têm como pagar por um caixão", afirmou Gomez.

Gomez também explicou que os moradores da cidade costeira de Guaiaquil foram obrigados a esperar vários dias para poderem enterrar um ente querido. Isso aconteceu porque os casos de coronavírus não paravam de aumentar. Dessa forma, além do sistema de saúde, o setor funerário também sofreu com a lotação. Com isso, em casos onde não foi possível utilizar um caixão de madeira, a saída for usar papelão.

Uma situação que se torna cada vez mais crítica

De acordo com o Gomez, a ideia era doar 10 dos leitos para o departamento do Amazonas, na Colômbia, onde os recursos estão mais escassos. Contudo, ainda não está claro se eles serão, de fato, utilizados. Além disso, muitos especialistas de saúde também questionaram a eficácia do produto, já que nenhum tipo de inspeção foi feita por autoridades.

Na última quinta-feira (14/05), a Colômbia somou 680 casos de infecção em um único dia. Dessa forma, ao todo, o número de casos já chegou a 13.610. Com isso, o número de mortos já chega a 525, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde. Na cidade de Letícia, por exemplo, já há uma ordem de fechamento total. Assim, somente é permitido sair para atividades essenciais, como serviços de saúde e abastecimento.

Com números tão assustadores, um relatório confirmou que os cemitérios e serviços funerários do país não estão preparados para a sobrecarga. Desse modo, as áreas remotas e pobres do país serão as mais atingidas. Em muitas cidades, não há sequer fornos crematórios, que são fundamentais nesta emergência sanitária.

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Erik Ely
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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