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Entenda como ''camisinhas de USB'' podem proteger a sua privacidade

POR Arthur Porto    EM Ciência e Tecnologia      04/12/19 às 12h40

Hoje, onde vamos, encontramos entradas de USB. Ou seja, recarregar o celular nem é mais problema como antigamente. Afinal, se estamos no ônibus, há entrada USB. Aeroportos? Também há. Consultórios médicos? Restaurantes? Sim e sim. E graças a Deus, amém.

Em contrapartida, de acordo com especialistas, desde já, é preciso tomar cuidado com o fácil acesso. O que pode parecer uma grande vantagem é também uma ameaça à nossa privacidade. Sabe por quê? A vasta disponibilidade desses pontos de recarga é também, para muitos hackers, o melhor caminho para acessar nossos dados.

Solução

Para evitar que os hackers tenham acesso aos nossos dados, há no mercado os chamados bloqueadores de dados USB. Mais conhecidos como "camisinhas de USB", os aparatos são extremamente eficientes.

De acordo com Luke Sisak, assistente da Promotoria do Condado de Los Angeles, nos EUA, "eles protegem contra os perigos do juice jacking, modalidade de ataque cibernético. Os criminosos instalam um programa malicioso nesses pontos de recarga, infectando telefones e outros dispositivos de usuários inocentes".

Ainda segundo Sisak, "as consequências de um ataque cibernético dessa natureza podem ser devastadoras".

"Um simples carregamento do seu dispositivo pode esvaziar sua conta bancária. Se os hackers conseguirem instalar o malware, eles podem bloquear seu telefone, roubar informações sensíveis, como dados de passaporte ou endereço residencial", diz Sisak.

A opinião de Sisak não é única. De acordo com um relatório de segurança cibernética da empresa de tecnologia IBM, em ataques por softwares maliciosos, os hackers "sequestram o poder de computação, resultando em um consumo de capacidade computacional, para seus próprios fins e redução de recursos disponíveis aos usuários".

O mesmo relatório aponta também que houve um aumento, na incidência de ataques contra o setor de transportes. Como mostra o documento, o setor de transportes, depois do setor de serviços financeiros, é o segundo mais vulnerável.

"Não é apenas uma questão do grande volume de ataques, mas também da relevância das vítimas. Em 2018, vimos mais brechas no setor de transportes do que nos anos anteriores", acrescenta o documento.

Como funcionam as camisinhas de USB

As "camisinhas de USB" são pequenos adaptadores, que possuem uma porta de entrada e saída. Basicamente, tais "portas" permitem o fornecimento de energia para recarregar o dispositivo normalmente, entretanto, impedem que ocorra a temida troca de dados.

Os aparatos são portáteis e não ocupam espaço. No exterior, as "camisinhas de USB" custam cerca de US$ 10, aproximadamente R$ 42.

Em entrevista à revista Forbes, Caleb Barlow, vice-presidente da X-Force, área de segurança cibernética da IBM, endossou o uso de "camisinhas de USB", para reduzir a exposição a hackers.

Além desse método, existem outras maneiras de se precaver. De acordo com a Promotoria do Condado de Los Angeles, por exemplo, recomenda-se carregar os celulares diretamente na tomada, por meio de um cabo compatível e ter sempre em mãos um carregador portátil de emergência.

Dicas

- Utilize as funções de encriptação e autenticação do seu celular para proteger seus dados e arquivos. Tais funções podem ser encontradas no apartado "ajustes de segurança do aparelho";

- Obviamente, use um bom antivírus;

- Não recarregue seu celular em computadores e pontos de recarga que não sejam de sua confiança;

- Se você decidir correr o risco e recarregar em um local menos confiável, não desbloqueie o aparelho durante a recarga;

- Use um cabo USB especial, que te permita recarregar o telefone mas, ao mesmo tempo, evite a transferência de dados;

- Faça a recarga com o aparelho desligado;

- Proteja seu telefone com uma boa senha;

- Seja cauteloso com os aplicativos que você instala.

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Via   Terra  
Arthur Porto
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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