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Entenda como é possível alimentar 10 bilhões de pessoas sem destruir o planeta

POR Cristyele Oliveira    EM Curiosidades      26/01/20 às 17h35

O crescimento populacional é uma tendência futura inevitável. Não há o que fazer quanto a isso. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, é estimado que, até 2050, haja 10 bilhões de pessoas no planeta. Serão mais de 2,5 bilhões de pessoas a mais do que existe hoje. E olhando para esse futuro não tão distante, uma das principais preocupações é como alimentar, tantas pessoas sem degradar ainda mais o meio ambiente.

Pode até parecer uma missão quase impossível. Mas uma pesquisa, feita pelo Instituto Potsdam de Pesquisa de Impacto Climático (PIK), na Alemanha, garante que é possível sim. No entanto, isso implicará em grandes mudanças. Tanto na agricultura, quanto no nosso consumo individual. É um esforço que será necessário, caso contrário, mais pessoas passarão fome no mundo. Além de que o planeta será destruído mais rapidamente. Para que isso aconteça, será preciso uma grande transformação da sociedade, em geral.

Mudanças estratégicas

Não restam dúvidas que será um grande esforço geral para alimentar a população mundial, dentro dos limites ambientais do nosso planeta. Esse esforço envolverá uma dieta suficiente e saudável para todas as pessoas, para que assim se mantenha a biosfera intacta.

Para isso acontecer, os cientistas apostam em uma reviravolta tecnológica e sociocultural. Assim, a agricultura passará por uma mudança radical, o desperdício terá que ser reduzido. E até as dietas dos indivíduos, precisará passar por modificações.

"Achamos que atualmente a agricultura, em muitos lugares, está usando água, terra ou fertilizantes demais. A produção, nessas regiões, precisa, portanto, ser alinhada com sustentabilidade ambiental. Existem várias oportunidades para aumentar, de maneira sustentável, a produção agrícola. Isso ocorre em grande parte da África Subsaariana, por exemplo, onde um gerenciamento mais eficiente da água e nutrientes pode melhorar fortemente os rendimentos ", afirma Johan Rockström, diretor do PIK.

Outro fator determinante nessa luta, será a redução do desperdício de alimentos. Segundo dados coletados nessa pesquisa, o mais recente relatoria especial do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas sobre o uso de terra, mostrou que atualmente cerca de 30% de todos os alimentos, produzidos no mundo vão parar no lixo. Enquanto isso, há milhares de pessoas passando fome, no planeta.

Consumo consciente

Além disso tudo, mudar a nossa relação com o consumo de carne também é importante para criar um sistema alimentar sustentável. Por exemplo a China, o país tem um consumo de proteína animal crescente. Mas o governo implantou medidas que visam aumentar a participação de leguminosas e outros vegetais a dieta dos chineses.

"Mudanças como essa podem parecer difíceis de entender no início. Mas a longo prazo, alterações na dieta para uma mistura mais sustentável no prato não beneficiarão, apenas o planeta, mas também a saúde das pessoas", argumenta Vera Heck, uma das pesquisadoras da PIK.

E todas essas mudanças precisam ser aliadas a algo ainda mais sensível e desafiador: o desmatamento para gerar mais terras. "Qualquer coisa que envolva terras tende a ser complexa e contestada porque os meios de subsistência e as perspectivas das pessoas dependem disso. A transição, para um uso, e gerenciamento mais sustentáveis da terra é, portanto, um desafio exigente para a formulação de políticas. A chave para o sucesso é que as regiões que já foram afetadas com o desmatamento precisam ver benefícios claros e objetivos para o continuar com seu uso", afirma Wolfgang Lucht, coautor do estudo.

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Cristyele Oliveira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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