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Entenda como os incêndios na Amazônia estão derretendo as geleiras nos Andes

POR Diogo Quiareli    EM Curiosidades      15/01/20 às 17h52

Você deve ter acompanhado as notícias, sobre os incêndios na Amazônia em 2019. As queimadas chamaram a atenção de pessoas do mundo inteiro. Caso não se lembre, isso foi uma série de incêndios que afetaram a América do Sul. O principal atingido foi o Brasil. Foram contabilizados, pelo menos, 161.236 focos de incêndios no país entre janeiro e outubro de 2019. Isso quer dizer 45% a mais, em relação ao mesmo período em 2018. No mês de agosto, essa porcentagem chegou a ser 48%. Somente em agosto de 2019, foi registrado na Amazônia cerca de 60 mil focos de incêndios.

O fogo se espalhou tanto, que causou danos negativos em vários lugares da América do Sul. Para se ter uma noção, o anoitecer em São Paulo às 15h foi causado pela chegada uma frente fria e as cinzas das queimadas levadas pelo vento. No entanto, há danos que não conseguíamos imaginar até agora. Segundo os cientistas, os incêndios na Amazônia estão derretendo as geleiras nos Andes. Isso é algo extremamente preocupante inclusive, pois as geleiras ajudam no equilíbrio do mundo. Trouxemos então algumas informações sobre isso. Aproveite para compartilhar com seus amigos desde já e, sem mais delongas, confira conosco a seguir e surpreenda-se.

Entenda como os incêndios na Amazônia estão derretendo as geleiras nos Andes

Um estudo foi publicado por cientistas recentemente. O trabalho contou com estudiosos brasileiros e franceses e foi divulgado na revista Scientific Reports. Ele mostra como os incêndios na Amazônia contribuem para o derretimento das geleiras nos Andes. A pesquisa relacionou ainda esses incêndios, ocorridos neste século na região amazônica, com o seu efeito em um pequeno glaciar, lá na Bolívia. Esse estudo ainda concluiu que, entre 3% e 4% do derretimento da geleira, teria acontecido por causa das queimadas.

Embora estes dados levem em consideração apenas um glaciar específicos, os estudiosos creem que a relação seja parecida em outros glaciares andinos. São bastante complexos os motivos pelos quais isso está acontecendo. A maior parte dos incêndios na Amazônia ocorreu entre os meses de agosto de outubro de 2019. Essa foi a época de transição entre as estações seca e chuvosa. Os ventos, nessa época, deslocam-se nas direções leste e noroeste, ou seja, em direção aos cumes andinos.

Chegando lá, as partículas de carbono preto, levadas pela fumaça do incêndio, se depositam sobre as geleiras. Isso causa a redução no que se chama "efeito albedo". Isso é a capacidade do glaciar de refletir a radiação do Sol. Com isso, mais radiação é retida pelo gelo, o que acelera a fusão. A pesquisa foi baseada na geleira do Zongo, que fica na cordilheira Real, nos Andes bolivianos. Utilizaram-se dados de uma base francesa que analisou as partículas de fuligem acumuladas no gelo. Além disso, estudou-se a água perdida pela geleira anualmente. Com isso, concluíram que cada metro quadrado de gelo carregava em sua camada mais de 1,17 miligrama de carbono preto.

E aí, você sabia sobre isso? Comenta pra gente aí embaixo e compartilhe com seus amigos. Lembrando sempre que o seu feedback é extremamente importante para o nosso crescimento.

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Via   Hypeness  
Diogo Quiareli
Geminiano, 25 anos, goiano.
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