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Entenda como os neurônios de um rato conseguem se comunicar com a internet

POR Erik Ely    EM Ciência e Tecnologia      08/03/20 às 14h07

Pela primeira vez na história, cientistas projetaram e ativaram uma rede neural, que permite que células cerebrais artificiais biológicas e baseadas em silício se comuniquem. Em outras palavras, os pesquisadores fizeram com que um neurônio de um rato conseguisse se comunicar com a internet.

Para isso, pesquisadores na Suíça, na Itália e no Reino Unido, conectaram uma série de neurônios. Dessa forma, foram utilizados dois neurônios artificiais de alta tecnologia e um neurônio biológico, cultivado no cérebro de um rato. Assim, eles puderam ser capazes de se comunicar pela Internet, de maneira muito semelhantes à maneira como os neurônios transmitem sinais dentro do cérebro. A esse nódulo de comunicação, os pesquisadores deram o nome de "sinapse", o mesmo nome que é dado às conexões, entre células cerebrais individuais.

Criando neurônios artificiais e biológicos

Por mais que pareça promissor, a pesquisa, publicada na revista Scientific Reports, ainda está dando seus primeiros passos. Afinal, realizar um experimento de tamanha complexidade em um rato é quase como submeter o mesmo processo em um ser humano. Desse modo, a célula, utilizada no experimento, está alojada em um laboratório, da Universidade de Pádua, na Itália. E por meio dela, sinais são enviados para os neurônios artificiais da Universidade de Zurique, através de uma conexão com a Universidade de Southampton, que serviu com uma espécie de "ponte".

Por enquanto, esta é uma rede simples. Mas, poderia ser um primeiro passado importante em direção às próteses mais inteligentes e adaptáveis. Além de interfaces que possam conectar cérebro e computador. Com avanços no estudo, será possível estabelecer uma base para um mundo onde implantes neurais criam redes cerebrais reais. "Por um lado, estabelece as bases para um novo cenário que nunca foi encontrado durante a evolução natural. Neurônios biológicos e artificias são conectados e se comunicam através de redes globais, lançando as bases para a Internet da neuroeletrônica. Por outro lado, traz novas perspectivas para as tecnologias neuroproséticas. Com isso, será possível abrir caminho para pesquisas sobre a substituição de partes funcionais do cérebro, por chips de IA", disse Themis Prodromakis, pesquisador e diretor de nanotecnologia do Centro de Fronteiras Eletrônicas da Universidade de Southampton.

Possibilitando a criação de ciborgues

Por meio da pesquisa, a possibilidade de se tornar um ciborgue, conectado à internet, pode estar menos distante do que se poderia imaginar. Dessa forma, redes neurais híbridas e complexas poderiam ser desenvolvidas.

Em um outro caso de testes para criação de "ciborgues", cientistas puderam melhorar a potência das águas-vivas. Assim, por meio de uma "prótese microeletrônica", os animais puderam nadar até três vezes mais rápido que o normal. Contudo, mesmo mais velozes, os animais estão gastando menos energia metabólica por meio do dispositivo. Por meio dessa espécie de "chip" de 2 centímetros, os animais poderão explorar uma parte muito maior do oceano. "De fato, as águas-vivas equipadas com próteses eram mil vezes mais eficientes do que os robôs nadadores", contou Nicole Xu, uma das pesquisadoras do estudo.

Estudos como esse podem nos mostrar que o futuro não está nas máquinas. Mas sim, em uma junção de máquina e organismos vivos. Com isso, estudos na área estão crescendo cada vez mais.

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Erik Ely
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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