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Entenda como seria viver em uma Super Terra

POR Erik Ely    EM Ciência e Tecnologia      25/02/20 às 19h31

Recentemente, cientistas criaram teorias, sobre como seria nosso planeta caso tivesse, no mínimo, o dobro de seu tamanho. Tudo porque estamos buscando novas possibilidades de sobrevivência da raça humana, em outros planetas. Mas afinal, como seria viver em uma Super Terra?

Antes de ser descontinuada por falta de combustível, a sonda Kepler da NASA examinou, por quase quatro anos, uma parte da galáxia. Dessa forma, a missão avaliou mais de 150 mil estrelas, procurando por planetas parecidos com a Terra, e que pertencia a outros sistemas planetários. Como resultado da empreitada, a sonda foi capaz de detectar inúmeros exemplos de um tipo de planeta conhecido como Super Terra.

Explicando o tamanho do nosso planeta

Planetas assim podem lembrar bastante a Terra. Eles são rochosos, menores que gigantes gasosos, localizados perto de suas estrelas e nunca exibem uma atmosfera relativamente fina. No entanto, eles são gigantes se comparados ao nosso planeta. Para se ter uma ideia, eles podem chegar a ser de duas a dez vezes maiores.

Mesmo com as semelhanças, esses planetas intrigam os cientistas. Isso porque, embora sejam bastante parecidos, não apresentam todas as características terrestres. Por esta razão, especialistas discutem o que aconteceria se a Terra fossem bem maior do que é agora.

É bastante possível que a Terra e outros planetas do Sistema Solar fossem bem maiores do que são. Por exemplo, há uma teoria de que se não fosse por Júpiter, a Terra não teria o tamanho que possui agora. Dessa forma, a teoria levantada por Mickey Rosenthal, aponta que o gigantesco planeta se tornou tão grande que cortou, o acesso aos "blocos de construção cósmicos", que são necessários para aumentar o tamanho dos planetas internos. Assim, seria como se ele estivesse fazendo eles "morrerem de fome".

Vivendo em uma Terra com o dobro de seu tamanho

Por meio de uma situação hipotética de habitarmos uma Super Terra, provavelmente, seríamos mais baixos. Isso porque, quando um planeta aumenta de tamanho e tudo o que habita nele também, consequentemente, sua gravidade será maior. Além disso, se a Terra tivesse o dobro do seu tamanho, também seríamos mais pesados. Tudo porque a força da gravidade aumenta, à medida que a densidade e o raio do planeta aumentam. Desse modo, mais energia seria necessária para resistir à atração gravitacional. E as estruturas, que temos hoje, provavelmente, não seriam fortes o suficientes para ficarem tão altas.

Com um planeta maior e um campo gravitacional mais forte, a Terra também funcionaria como uma espécie de imã para colisões. Assim como um super planeta, a maior força gravitacional da Terra atrairia efetivamente mais e maiores asteroides. Desse modo, asas colisões com o planeta, se tornariam preocupações bem maiores do que são agora.

Mudanças dramáticas também poderiam começar a ocorrer no interior do planeta. Assim, o núcleo e o manto líquido também seriam muito maiores, fazendo com que a pressão sob a superfície da Terra aumentasse. Atualmente, as correntes de convecção em nosso núcleo parcialmente líquido geram o campo magnético da Terra. Mas se o núcleo se solidificasse, as correntes parariam e o campo magnético poderia ser enfraquecido ou eliminado.

Em uma Super Terra, a atividade vulcânica seria maior. Isso porque, à medida que o raio do planeta aumenta, há mais energia dentro e menos lugares de escape. Além disso, as placas tectônicas também seriam diferentes. Mas o efeito ainda é uma questão em aberto. No entanto, é possível que, com a alta pressão presente, a crosta seja totalmente fundida, fazendo com que as placas não existissem.

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Erik Ely
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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