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Entenda como uma parte do Grand Canyon foi parar na Austrália

POR Mateus Graff EM Ciência e Tecnologia 30/10/18 às 14h48

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O Grand Canyon é um desfiladeiro íngreme esculpido pelo rio Colorado, no estado do Arizona, nos Estados Unidos. E se falarmos para você que uma parte do Grand Canyon foi parar na Austrália, você acreditaria? Os geólogos da Monash University, em Melbourne, estavam curiosos por causa de uma série de formações rochosas da Tasmânia, na Austrália.

Essas formações eram supostamente idênticas ao Grand Canyon, ao menos de acordo com um estudo feito por Jack Mulder. Para ele, tais formações sempre estiveram fora do lugar. Depois de fazer um teste químico, foi concluído que tanto a formação na Austrália quanto o Grand Canyon têm minerais com impressões digitais geoquímicas idênticas. Mas como isso é possível? A gente explica para vocês nessa matéria.

Um pedaço do Grand Canyon na Austrália

A equipe se baseou na estratigrafia similar das rochas, na idade deposicional e na distribuição etária da idade U-Pb em zircônio e composição isotópica de Hf. Os resultados indicam que tais antigas formações rochosas já foram apenas uma, a mesma, e isso pode ter grandes implicações geológicas.

Mas como uma formação rochosa do outro lado do mundo pode ser a mesma que está nos EUA? Mulder disse que "embora esteja agora do lado oposto do planeta, a Tasmânia deve ter sido anexada ao oeste dos Estados Unidos".

Hoje, o planeta está dividido em sete continentes, mas as coisas não foram sempre assim e nem sempre será assim. Os cientistas acham que a próxima vez que todos os setes continentes se juntarem será nos próximos 50 milhões ou até 200 milhões de anos. Para quem não sabe, houve vários supercontinentes no decorrer da história da Terra, como o Pangea ou mesmo o Rodínia.

Rodínia se fragmentou em continentes menores há centenas de milhões de anos, coincidindo com um período de extrema refrigeração global. Mas descobrir como exatamente os continentes de hoje poderiam se encaixar para formar uma massa de Terra parecida com Rodínia provou ser um desafio.

E o "irmão gêmeo" do Grand Canyon poderia ajudar a resolver ao menos uma parte desse mistério, fornecendo evidências de que 1,1 bilhão de anos atrás, a Austrália moderna e a costa oeste da América do Norte estavam ligadas.

Será que um dia as formações rochosas que estão na Austrália estiveram nos EUA? Só o tempo e muito estudo poderão nos dar uma resposta concreta.


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