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Entenda o formato bizarro desse barco de pesquisa

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      22/04/20 às 16h39
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Normalmente quando pensamos em plataformas de pesquisa logos associamos com o mar e às plataformas petrolíferas. Mas a plataforma petrolífera pode ser de duas formas. Tanto em terra firme, onde recebe o nome de plataforma "on shore". Tanto no mar, onde o nome dado é plataforma "off shore". Ela é uma grande estrutura que abriga trabalhadores e todo maquinário necessário, para que os poços possam ser perfurados.

Dependendo da situação, uma plataforma pode ser fixada no solo marinho, ser quase uma ilha artificial, ou então pode flutuar. E a verdade é que existem outros tipos de plataformas com outros fins, também nos mares. Como por exemplo, o caso da chamada "The Research Platform Floating Instrument Platform", traduzido Plataforma de Pesquisa - Plataforma de Instrumentos Flutuantes, ou RP Flip.

Ele foi construído em 1962, para ser uma plataforma móvel para observar e testar várias propriedades oceânicas. O objetivo inicial dela era pesquisar ondas sonoras submarinas, o que exigia que ela fosse bastante estável às ondas.

A plataforma é propriedade do Escritório de Pesquisa Naval dos EUA e faz suas operações sendo controlada pelo Instituto de Pesquisa Scripps, na Base da Marinha em San Diego. A Flip tem 108 metros de comprimento e pode preencher 91 metros com água de lastro.

Quando esses metros estão cheios, ele sob 90 graus e seus 17 metros de popa funcionam como uma plataforma vertical. Por  isso ele tem esse formato bizarro. Às vezes, o Flipe é ancorado no fundo do mar. Mas em outros casos ele pode ficar flutuando de forma livre.

Plataforma

Como o propósito inicial dessa plataforma era pesquisar as ondas sonoras submarinas, ela tinha que ser muito estável e a posição vertical faz com que isso seja possível. Quando o Flip está invertido ele funciona como uma boia com a maior parte do seu lastro bem abaixo da superfície. Nessa parte, a água não sofre influência das ondas que são formadas na superfície. Por isso, a plataforma consegue ficar firme.

O Flip pode estudar várias outras coisas além das ondas sonoras subaquáticas. Como por exemplo, dados meteorológicos, temperatura e densidade da água. Como as leituras dos instrumentos podem ser afetadas pelos métodos de propulsão, o Flip não viaja sozinho. Ele precisa sempre ser rebocado por outro barco.

Vídeo

É possível ver, no vídeo, a hora em que o Flip fica na vertical. E depois que a pesquisa é concluída, um enorme compressor de ar esvazia toda água e a plataforma volta a ficar na horizontal.

Exatamente pelo fato da embarcação precisar ser flexível, suas paredes são ao mesmo tempo  seu chão. E o banheiro tem duas pias. Além de a embarcação precisar sempre estar bem limpa pra que  nenhum acidente aconteça.

Nesse outro vídeo, é possível fazer um rápido tour pela embarcação para se ter uma noção do quão espetacular ela é.


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Bruno Dias
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