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Entenda o método chinês de reconhecimento facial via DNA e seus riscos

POR Arthur Porto    EM Ciência e Tecnologia      29/12/19 às 19h00

Essa é para a galera do alô futuro! Sabe aquela novidade que envolve tecnologia e deixa qualquer um de boca aberta? É essa. Olha só, como vai o decorrer da carruagem… De acordo com a imprensa gringa, a China está produzindo rostos, usando informações genéticas de pessoas. O "projeto", em um processo, foi intitulado de fenotipagem de DNA.

Como funciona tudo isso? Explicamos agora. O código genético utilizado nessa produção de rostos fornece a cor da pele, dos olhos e ascendência. Ou seja, entrega o histórico inteiro de uma encarnação, metaforicamente dizendo. Além disso, os DNAs são coletados contra a vontade de populações, que são, verdade, comunidades vulneráveis, como, por exemplo, pessoas da minoria étnica uigur.

E não para aí, a carruagem segue. Ainda segundo a imprensa gringa, o projeto de produção de rostos visa gerar ações discriminatórias e perseguições. E tem mais, ao que parece, os Chineses não são os únicos. Jornais e outros meios de comunicação apontam que americanos também já o fizeram. O que difere é apenas método e aplicação da técnica. 

Recentemente, o New York Times informou que os pesquisadores chineses coletam o sangue de habitantes da região de Xinjiang, extremo oeste do país, por meio de um programa de saúde obrigatório. Já polícias americanas, ainda segundo o New York Times, experimentaram o recurso para ajudar em investigações de crimes. 

O que se sabe até o momento sobre os procedimentos de Fenotipagem de DNA

Basicamente, acredita-se que a técnica extrai informações do DNA, por meio de análise de informações do código genético. Os cientistas, assim, podem reconstruir o rosto do dono(a) daquele DNA. Em contrapartida, o resultado, como aponta algumas publicações jornalísticas, não é um retrato fiel do dono.

De acordo com especialistas, há detalhes dos nossos rostos que são muito próprios, alguns até foram desenvolvidos com tempo. Por isso, tais detalhes, como, por exemplo, uma pinta, não estão no código genérico. O peso é outro exemplo. Como explicam os especialistas, a genética pode até indicar uma predisposição à obesidade, mas não identifica o peso de alguém. 

O projeto chinês, até o momento, tem sido considerado, por muitos, algo absurdo. Primeiro, por coletar sangue por meio de um programa de saúde obrigatório. Segundo, os direitos humanos não são respeitados. Ou seja, todo o processo, desde a coleta de sangue compulsória e uso destas amostras para tais fins, para muitos, é alarmante.

A exploração do DNA, mais uma vez, coloca na mesa debates sobre a importância de leis de proteção de dados. 

O projeto chinês

O número de habitantes da etnia uigur restringe-se a uma minoria muçulmana, com cultura e aparência distintos da maioria. Sob alegação de riscos de terrorismo, a China, como aponta a imprensa, conduz uma campanha de repressão forte contra os uigures. Esses cidadãos, atualmente, são vigiados constantemente, tanto por avançados sistemas de câmeras, como por softwares de reconhecimento facial. 

De acordo com habitantes que fugiram do país, como a fenotipagem de DNA é feita a partir de um programa de saúde pública obrigatório, a vigilância pode ganhar um novo desdobramento. Afinal, estima-se que o governo deseja associar rostos ao DNA e ampliar programas de segregação. 

Além da finalidade policial, a fenotipagem de DNA tem utilidades arqueológicas, permitindo que cientistas façam reconstituições faciais de humanos, que morreram há milhares de anos e aumentando o conhecimento sobre as origens da nossa espécie. 

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Via   UOL  
Imagens TecMundo
Arthur Porto
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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