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Entenda porque algumas pessoas sofrem mais com acnes do que outras

POR Jesus Galvão    EM Ciência e Tecnologia      18/12/18 às 15h34

Muitas pessoas tentam solucionar seus problemas relativos à acne com cremes, pomadas, medicações caras, entre outros produtos que acabam por não resolver de fato a coisa. E problemas deste tipo podem comprometer seriamente a autoestima das pessoas. A boa notícia é que um novo estudo genético levantou uma questão importante que podemos ter negligenciado por todos esses anos.

No estudo, publicado na revista Nature Communications, participaram 26,722 pessoas, dentre as quais cerca de 5.602 possuíam acne severa. "Aplicar essas abordagens genéticas à acne nunca foi feito antes, e é um avanço significativo", disse Jonathan Barker, professor e principal autor do estudo.

As descobertas

Foram identificadas 15 regiões do genoma ligados ao seu desenvolvimento, sendo que 12 deles não haviam sido relacionadas anteriormente a tal condição. Muitas dessas variantes influenciam na formação de folículos capilares, fator de risco que ainda é desconhecido para o distúrbio.

"Foi surpreendente que muitas das variantes parecem influenciar a estrutura e função do folículo piloso. Pode ser que a variação genética influencie a forma desses folículos pilosos e os torne mais propensos a bactérias e inflamação, que são uma característica da acne", afirmou Michael Simpson, chefe do Grupo de Medicina Genômica do King's College London.

Uma das variantes genéticas identificadas, chamada WNT10A, foi relacionada à displasia ectodérmica - condição que causa o nascimento de cabelos finos e esparsos, e que também afeta as unhas, dentes, pele e glândulas. Cerca de 22% da variância fenotípica nos pacientes com acne foram explicadas pelas variantes genéticas no estudo.

Variações genéticas

"Várias variantes genéticas apontam para mecanismos interessantes que poderiam ser realmente bons alvos para novos medicamentos ou tratamentos que realmente ajudariam os pacientes", acrescentou Simpson.

Aproximadamente, 85% das pessoas já experimentaram acne em algum momento de suas vidas. Os caroços e inflamações podem surgir por décadas e deixar cicatrizes permanentes em cerca de 20% dos pacientes. Muitas pessoas julgam se tratar de algo trivial, no entanto, para quem convive com a acne, novas possibilidades de tratamento e alívio dos sintomas pode representar uma grande conquista.

"A acne pode ter graves consequências emocionais e psicológicas e tem sido associada à depressão, desemprego, entre outras questões ligadas à saúde mental", escreveram os autores. O time de pesquisadores deseja que as novas descobertas possam levar a novas medicações com efeitos colaterais mais reduzidos do que os medicamentos atuais disponíveis no mercado.

Uma dos principais fármacos utilizados no combate a acne é a isotretinoína (também conhecida como Roacutan). No entanto, diversos sintomas e reações adversas podem ocorrer e as mulheres grávidas não podem utilizar o medicamento.

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Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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