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Entenda porque esse homem está ''preso'' nessa cápsula desde 1952

POR Jesus Galvão    EM Curiosidades      28/12/18 às 13h22

Paul Alexander, é um cidadão estadunidense escritor e advogado do estado do Texas de 71 anos. O homem atualmente reside na cidade de Dallas, e há 65 anos utiliza um maciço respirador mecânico. Ele é uma das poucas pessoas vivas que ainda utilizam essa máquina que já se encontra em estado de obsolência.

Ela utiliza uma espécie de ventilador de pressão negativa para ajudar Alexander a respirar sozinho. Paul mora sozinho, no entanto, conta com a ajuda de um cuidador que o visitar frequentemente para realizar tarefas que ele não pode fazer sozinho, como a barba ou ligar e desligar seu aparelho respiratório.

Questão de sobrevivência

Paul Alexander é sobrevivente de uma doença cujo poliovírus destrói as células nervosas da medula espinhal levando a perda da massa muscular e até mesmo a paralisia, a poliomielite. Depois de tanto anos, Alexander diz ter se acostumado com tudo, mas relembra como foram os primeiros dias em que teve que utilizar o mecanismo, aos seis anos de idade.

"Eu não sabia o que tinha acontecido. Eu tinha todos os tipos de imaginações, como se tivesse morrido. Fiquei me perguntando: é isso que é a morte? Isso é um caixão? Ou eu fui a algum lugar indesejável? Eu tentei me mover, mas não conseguia me mexer. Nem mesmo um dedo. Tentei tocar em algo para descobrir, mas nunca consegui. Então foi bem estranho." contou Paul em uma entrevista.

O norte-americano ao longo de sua vida levava o aparelho para todos os lugares em que ia. Até mesmo chegou a levar o respirador em suas viagens ao redor do mundo. Atualmente Paul está escrevendo um livro onde suas memórias são contadas.

"A maneira como eu olhei inicialmente é que eu poderia me adaptar ao pulmão de ferro ou eu poderia fazer o pulmão de ferro se adaptar aos meus desejos e estilo de vida. Então eu decidi, como sobre o último? Eu viajei com ele - coloquei em um caminhão, levei comigo. Fui para a faculdade com ele, morei em um dormitório. Isso assustou todo mundo." completou o Alexander.

O aparelho utilizado por ele, como qualquer outra máquina, requer manutenção. No entanto, a maioria de suas peças já não são mais fabricadas e não há pessoas especializadas a serem contratadas para fazer o serviço. "Muitas pessoas que tiveram poliomielite estão mortas. O que elas fizeram com o pulmão de ferro? Eu os encontrei em celeiros, em garagens, em lojas de peças de segunda mão. Não eram muitos, mas o suficiente para procurar partes.", contou o homem.

A ajuda

Em 2015, com o auxilio de um amigo, ele colocou uma especie de anuncio no YouTube onde pedia para que alguém pudesse ajuda-lo a consertar seu respirador mecânico. Por sorte, Brady Richards, que dirige um laboratório que produz equipamentos sustentáveis viu o vídeo e tinha um desse "pulmões de ferro" encostado em sua garagem.Dessa forma, as peças que ainda estavam em um bom estado de conservação foram utilizadas para consertar a máquina de Alexander.

Durante a entrevista que deu para um programa, As It Happens, Paul já encontrava respirando sem a ajuda do aparelho. Mas precisava falar vagarosamente entre grandes respirações. "Foi anos e anos e anos antes de eu desenvolver uma outra maneira de respirar. É uma tarefa que requer muita energia. Mas eu fui desafiado a fazer isso, e eu fiz isso. Levei um ano para chegar a três minutos (fora do aparelho).", disse ele.

Paul hoje em dia consegue passar quase todo o dia sem a ajuda da máquina antes de voltar para dentro dela para poder dormir. "O que eu faço é usar minha garganta para engolir. Eu engulo o ar até que ele chegue a meus pulmões.", completou.

O livro onde as memórias do advogado ao longo de sua vida serão contadas se encontra em processo de finalização. É esperado que o material chegue às livrarias até a primavera, no ano que vem. A inspiração por trás do livro surgiu depois que a poliomielite, doença para qual não existe cura, apenas uma vacina,  voltou a ser um grande problema.

Novos casos de poliomielite foram relacionados, em parte, à falta de acesso a medicação em regiões devastadas pela guerra e também por movimentos anti-vacinação. "Eu não disse: OK, todos vocês com crianças, é isso que vocês precisam fazer. Eu não fiz isso. Eu me recuso a fazer isso. É uma decisão deles. Mas eu dei a eles fatos sobre a pólio.", disse ele.

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Via   CBC  
Jesus Galvão
Goiano, Canceriano e Publicitário.
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