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Entenda porque milhares de espécies estão fugindo para os polos do planeta em massa

POR Bruno Dias    EM Mundo Animal      02/06/20 às 15h25

Há muito tempo, o aquecimento global tem sido pautado nos mais diversos veículos e das mais variadas formas possíveis. Houve um momento em que muito se duvidou sobre a possibilidade desse super aquecimento causado pela atitudes humanas. No entanto, as pessoas começaram a ver e sentir em na pele os efeitos desse fenômeno.

O aquecimento global e consequentemente as mudanças climáticas, apesar de serem fenômenos globais, impactam diferentes regiões da Terra de diferentes maneiras. E além dos ecossistemas, todos os seres vivos do planeta são impactados com essas mudanças.

Por conta dele, vários animais no mundo todo estão sendo forçados a fugir de seus habitats normais. E uma análise mostrou que as espécies marinhas estão indo para os polos, seis vezes mais rápido do que os animais terrestres.

Análise

Os pesquisadores juntaram 258 estudos. E compararam mais de 30 mil mudanças de habitat, em mais de 12 mil espécies de bactérias, fungos, plantas e animais. Com isso, se fez um grande banco de dados chamado BioShifts. Ela é a primeira análise abrangente desse tipo.

E por mais que os dados sejam limitados pelos vieses da pesquisa humana, eles mostram que as espécies marinhas estão seguindo as mudanças termais globais mais de perto do que os animais da terra.

As espécies terrestres também estão se aproximando dos polos conforme o planeta vai esquentando. Mas essa mudança é "em um ritmo muito mais lento do que o esperado. Especialmente em áreas com climas quentes", escreveram os pesquisadores.

Mudança

De acordo com a análise, os anfíbios estavam subindo essa ladeira mais de 12 metros  por ano. Enquanto isso os répteis estavam indo em direção ao equador a 6,5 metros por ano. E também foi mostrado que os insetos que carregam doenças estão indo em direção aos polos a 18,5 quilômetros por ano.

Relativamente é muito. Mas as espécies marinhas estavam indo em direção aos polos com um ritmo médio de seis quilômetros por ano. Em comparação a um ritmo médio de 1,8 quilômetros por ano pelos animais terrestres.

A diferença de ritmo pode acontecer por várias razões. Um exemplo pode ser um produto da sensibilidade à temperatura. Isso porque o ar conduz o calor 25 vezes menos do que a água. Além disso, vários animais terrestres podem regular a temperatura do seu corpo.

Então, isso colocaria as espécies marinhas e vários animais ectotérmicos, que são as espécies frias, em um lugar muito mais suscetível às variações de temperatura da Terra. E os animais aquáticos conseguem migrar com muito mais facilidade. Já que, em terra, as atividades humanas impedem esse movimento dos animais.

E os autores da análise descobriram que, quando os animais são expostos a um grande distúrbio antropogênico, eles tendem a ir contra o grão térmico e não a favor dele. Isso é consistente com a ideia de que as mudanças climáticas podem forçar as espécies em ir para direções opostas. E fazer uma redistribuição.

"Na terra, a perda de habitat e a fragmentação devido às mudanças no uso da terra podem impedir a capacidade das espécies terrestres de rastrear as isotermas em movimento. Elas são linhas em um mapa conectam regiões com a mesma temperatura", disseram os autores.

"Essas interações complexas precisam ser consideradas. Para melhorar os cenários de redistribuição da biodiversidade e suas conseqüências no bem-estar humano sob as mudanças climáticas futuras", continuaram.

Previsões

Se a vida marinha realmente estiver acompanhando as mudanças de temperatura mais de perto, isso poderá ter consequências terríveis de longo alcance. E algumas coisas que já foram vistas antes na história.

Como na extinção Permiano-Triássica que, de acordo com os pesquisadores, poucos organismos marinhos ficaram no mesmo habitat onde os níveis de oxigênio caíram. Ou eles fugiam ou morriam. E mais de 50% das espécies marinhas viu seu fim.

"Sugerimos que a pesca comercial possa acelerar o deslocamento da distribuição de espécies marinhas através do esgotamento de recursos e colapsos populacionais na borda de fuga. Enquanto as baixas restrições à dispersão nos oceanos podem permitir que espécies marinhas morem perto de seus limites térmicos superiores para acompanhar melhor o aquecimento climático", pensam os autores.

Mesmo que a análise do BioShifts cubra apenas 0,6% de toda a vida conhecida na Terra ela é a mais próxima possível das circunstâncias. E parece que os animais estão lutando para encontrar novos habitats por conta da crescente crise climática.

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Bruno Dias
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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