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Entenda porque o açúcar não deve ser considerado inimigo das crianças

POR Erik Ely    EM Curiosidades      27/03/20 às 23h45

Ao contrário do que muitos de nós aprendemos na infância, o açúcar não deve ser considerado inimigo das crianças. Contudo, os mitos sobre hiperatividade e açúcar, nos primeiros anos, persistem. Por isso, vamos tentar desmitificar um pouco dessa relação, que já privou inúmeras crianças de saborear as guloseimas.

Em uma festa infantil, diversos pais podem sair do controle, ao ver seus filhos ingerindo grandes quantidades de açúcar. Mas podemos garantir que não há tanto assim para se preocupar. Sendo assim, o açúcar não vai deixar seu filho "louco", mas ainda assim, ele precisa escovar os dentes depois de comer.

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De fato, tornou-se uma verdadeira regra para pais e educadores sentirem medo de crianças consumirem grandes quantidades de açúcar em festas e aniversários. "Encontramos mensagens prejudiciais sobre a ingestão de açúcar de dentistas e médicos bem-intencionados, bem como no currículo de nutrição na educação infantil", afirmou a nutricionista Crystal Karges. No entanto, há bastante tempo, algumas evidências mostram que o açúcar não deixa as crianças "malucas", como muitos pais podem afirmar. Mas, então, por que esse mito ainda existe?

Em 1922, foi criada um teoria que dizia que o açúcar poderia levar uma criança a se tornar uma "criança neurótica". No entanto, somente na década de 1970, a teoria ganhou mais força na literatura médica. Isso aconteceu quando pesquisadores tentavam entender e tratar o transtorno do déficit de atenção e hiperatividade. "Esses estudos foram problemáticos porque não controlavam muitos fatores externos", afirmou Karges. Dessa forma, quando se lida com o transtorno, é preciso considerar cada peça do quebra-cabeça. "Sabemos agora que a composição genética de uma criança, bem como seu horário de sono, nível de estresse, estrutura da refeição e outros fatores podem influenciar em seu comportamento", completou a nutricionista.

Como aplicar esses conceitos na prática?

Ainda em 1994, a teoria da "criança neurótica" foi desmentida por um estudo publicado no New England Journal of Medicine. Dessa forma, uma série de crianças foram testadas ao açúcar e os resultados, analisados. Ao final do estudo, nenhuma diferença comportamental ou cognitiva foi detectada pelos pesquisadores.

Mas como podemos enquadrar esses estudos na vida real, uma vez que esse pensamento pode ser encontrado em tantos pais e educadores? Nossos cérebros e corpos podem sentir uma explosão de energia depois de comer açúcar. Ainda mais se estivermos há algum tempo sem comer ou com pouca energia. Dessa forma, isso ocorre porque o açúcar é um carboidrato simples, que se decompõe rapidamente no nosso organismo. Por isso, chega mais rápido na corrente sanguínea. Se as crianças estão comendo uma mistura de gordura e proteína como encontramos no iogurte, por exemplo, a explosão de energia pode ser perceptível.

Essa explosão de açúcar pode ser notada por uma queda na quantidade de glicose. Desse modo, a criança diminui a energia após comer. No entanto, isso apenas respeita como cada corpo reage à comida. Em alguns desses casos, os sintomas apenas dizem que é hora de comer novamente. Contudo, o açúcar em excesso ainda pode causar diabetes e cáries dentárias. Por isso, as crianças devem tomar cuidado com o açúcar, mas ainda podem aproveitar o alimento.

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Erik Ely
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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