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Entenda porque o exército canadense colocou seus soldados para jogarem Pokémon GO

POR Erik Ely    EM Curiosidades      13/01/20 às 17h57

Mesmo que ainda seja muito jogado ao redor do mundo, Pokémon GO não é mais aquela febre que foi em 2016. Para se ter uma ideia, na época, o exército canadense colocou seus soldados para jogarem Pokémon GO.

Mesmo tanto tempo depois, essa notícia, um tanto quanto curiosa, só veio à tona agora. E tudo aconteceu após civis perambularem, pelas bases militares em busca de pokémon. De fato, não há limites para quem quer se tornar um Mestre Pokémon.

Como os militares descobriram a existência do jogo

Recentemente, a CBC News obteve acesso a 471 páginas de documentos, quase três anos e meio depois de registrar um pedido formal para ter acesso a informações. De acordo com os registros, os oficiais militares estavam perplexos com a situação. Sem saber o que fazer, incidentes de pessoas indo parar acidentalmente em bases militares só estava aumentando.

Em um dos casos registrados, um mulher e seus três filhos foram encontrados subindo sobre tanques no Worthington Tank Park, no Museu Militar da Base Borden. Em outro caso, um homem também foi parado próximo de um museu militar. Depois disso, ao ser interrogado pelas autoridades, ele disse: "Tenho que fazer mais pontos e ganhar dos meus filhos". De fato, "Pokémon GO" foi um fenômeno sem precedentes. No entanto, essa história só estava ficando mais complicada para os militares.

Em e-mails trocados por oficiais militares, eles tentam descobrir o que era exatamente esse tal de Pokémon GO. "Avise os Comissários que, aparentemente, Fort Frontenac é simultaneamente um Ginásio e um PokeStop. Vou ser completamente honesto, não faço ideia do que isso seja", escreveu o Major Jeff Monaghan, da Base Militar de Kingston. Depois disso, David Levenick, especialista em segurança da Base Militar de Borden, em Ontário, também escreveu sobre o caso. "A premissa do jogo parece ser encontrar "PokeStops/Ginásios" para capturar pokémons, e nós encontramos cinco dessas coisas na estrada", disse Levenick. Ainda nos escritos, eles sugerem que haveria um plano para contratar uma criança de 12 anos para ajudar no caso.

Militares também podem treinar pokémons

Podemos imaginar que os militares não tenham, de fato, recrutado crianças de 12 anos para resolver o caso. Contudo, os documentos indiciam que pelo menos três militares foram encarregados de baixar o jogo e andar pelas bases procurando por potenciais PokéStops e ginásios.

Enquanto algumas autoridades ficaram extremamente incomodadas com a intrusão de civis, algumas acabaram tirando proveito da oportunidade. Por exemplo, a Base Militar de North Bay enviou uma reclamação direta à Niantic, empresa responsável pelo jogo. No entanto, outras bases aproveitaram a popularidade do jogo, para aumentar o número de visitantes nos museus militares.

Na base de Halifax, o contra-almirante John Newton escreveu um e-mail, que sugeriria a remoção de um PokéStop de um local que apresentava potencial risco de segurança. Mas ainda no e-mail, citou a adição de outro PokéStop próximo a entrada de um museu. Com essas medidas, os números de visitantes poderiam aumentar e a segurança poderia ser mantida em áreas restritas. Atualmente, toda animação em volta de Pokémon GO já diminuiu bastante. Contudo, no início de 2019, a Nintendo lançou Pokémon Sleep, um pacote de expansão que incentivaria os usuários a dormir melhor. Contudo, até o final de 2017, estimasse que o jogo tenha colaborado com mais de 100 mil acidentes de trânsito.

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Erik Ely
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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