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Entenda tudo sobre as chuvas e deslizamentos na Baixada Santista

POR Erik Ely EM Curiosidades 11/03/20 às 10h11

capa do post Entenda tudo sobre as chuvas e deslizamentos na Baixada Santista

Recentemente, a Baixada Santista foi atingida por um forte temporal no início do mês. De acordo com a Defesa Civil, até agora, foram confirmadas 35 desaparecimentos e 43 mortes, incluindo dois bombeiros, que trabalhavam nos resgastes. Com isso, separamos tudo que sabemos, até agora, sobre as chuvas e deslizamentos na Baixada Santista.

Até o momento, os municípios mais atingidos foram Santos, Guarujá e São Vicente. Sendo que Santos e São Vicente chegaram a declarar estado de calamidade pública. O número atual de desabrigados é de 328 em Guarujá, e 185 em Santos.

Como está a situação nas cidades atingidas?

Por conta da chuva forte, já foram registrados desabamentos de casas e deslizamentos de terra nas estradas. Nas redes sociais, é possível encontrar diversos vídeos e imagens, que mostram a situação crítica da região. Nas imagens, é possível encontrar várias ruas, casas e estabelecimentos, que ficaram completamente alagados. Além disso, diversos motoristas foram obrigados a abandonar seus carros. Depois de terça-feira (03/03), dia do deslizamento, a chuva continuou, de forma moderada a forte, em todo litoral de São Paulo. Dessa forma, a região da Baixada Santista continuou com as chuvas.

Nesta segunda-feira (09/03), a Defesa Civil de São Paulo atualizou o número de mortes e desaparecidos. Dessa forma, 43 pessoas morreram em decorrência das chuvas. Desse total de mortos, uma pessoa ainda não foi identificada. Além disso, o número de desaparecidos está em 35. Ainda segundo a nota divulgada pela Defesa Civil, em Guarujá, o número de mortes chega a 32 e o de desaparecidos, a 35. Do número total de mortes, oito ocorreram em Santos e três, em São Vicente. Nas cidades de Guarujá e Santos, o número de desabrigados já chega a 328 e 185, respectivamente.

Além de São Vicente, Santos também declarou estado de calamidade pública. Entretanto, apenas São Vicente permanece com estado de calamidade pública, tanto em nível estadual, como federal. Após a nota ser divulgada, a região segue com pancadas de chuva de curta duração, com descargas elétricas e rajadas de vento.

Relatos de sobreviventes dos deslizamentos

O bairro de Vila Edna, onde fica o morro do Macaco Molhado, em Guarujá, foi ocupado por famílias desabrigadas, após um deslizamento na década de 1980. Dessa forma, depois de tanto tempo, o morro foi um dos pontos em que pessoas morreram soterradas, após uma forte tempestade no litoral. Depois disso, moradores de Vila Sônia tiveram que deixar o bairro após deslizamentos de grandes pedras. Assim, os moradores foram para a Vila Edna.

Quase 30 anos depois, Maria das Dores Avelino Silva, de 71 anos, moradora da Vila Sônia e agora, abrigada na Vila Edna, ninguém esperava passar pela mesma situação novamente. "Ficamos uns dois meses em abrigos. Depois viemos para barracos na Vila Edna. Comecei do zero. Criei nove filhos e 26 netos", afirmou Maria.

Além de Maria das Dores, Gilson Souza Vieria, um pedreiro de 46 anos, também precisou se mudar para a Vila Edna. Vivendo a mesma situação novamente, ele se lembra do garoto que morreu por conta do deslizamento. Além disso, ele afirma que não se esquece do que viveu cerca de três meses em um abrigo e depois em uma escola. "Nunca imaginei que, depois de tanto tempo, iria presenciar uma tragédia pior do que aquela", afirmou Gilson.


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Erik Ely
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