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Esculturas antigas sugerem sentimentos ao longo do tempo e cultura

POR Bruno Dias EM Curiosidades 24/08/20 às 15h16

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Escultura é um tipo de arte que representa ou ilustra imagens plásticas em relevo total ou parcial. Ela é considerada a quarta das artes plásticas. Existem várias técnicas para se fazer essas obras de arte e trabalhar com os mais variados tipos de material. As esculturas podem ser feitas de materiais mais perenes como o bronze ou o mármore. Mas também podem ser feitas com materiais mais fáceis como a argila, cera ou madeira.

Elas podem ser usadas para representar qualquer coisa, ou até mesmo nada. Mas, tradicionalmente, o objetivo maior das esculturas era representar o corpo humano ou então uma divindade em forma antropomórfica.

As esculturas pré-histórias que representam rostos parecidos com os humanos levam alguns cientistas a acreditar que algumas expressões podem ser universais ao longo do tempo e da cultura.

Esculturas

Uma nova pesquisa descobriu que tanto os maias, como outras civilizações mesoamericanas, como os olmecas, estavam fazendo esculturas de cenas de dor, euforia, tristeza, raiva, tensão e determinação. Eles fizeram essas esculturas de uma forma que ainda são reconhecíveis depois de mais de 3.500 anos.

Os pesquisadores pegaram fotos de esculturas antigas do México e da América Central e reuniram 325 participantes para olhar para os rostos isolados e combiná-los com as emoções e estados emocionais.

As fotos foram cortadas para ficar somente o rosto das esculturas à mostra sem nenhum outro contexto. As esculturas representavam pessoas sendo mantidas em cativeiro ou torturadas, preparando-se para o combate, tocando um instrumento, abraçando um ente querido ou lutando para erguer um objeto pesado. Mas os participantes não sabiam desse contexto.

Já outros 114 participantes online leram sobre os retratos e foram pedidos para dar-lhes emoções e estados emocionais tomando como base somente uma descrição verbal das situações representadas pelas esculturas.

Expressões

Os pesquisadores descobriram que a interpretação dos participantes sobre as esculturas foi parecida. E como o mundo ocidental esperaria que alguém se sentisse naquela determinada situação.

Isso então sugere  que os rostos que foram vistos não são manipulados por coisas da cultura moderna. Mas são, na verdade, impulsos inerentes que existem há milênios.

"Os presentes resultados, portanto, fornecem suporte para a universalidade de pelo menos cinco tipos de expressão facial. Aquelas associadas à dor, raiva, determinação / tensão, euforia e tristeza", escreveram os pesquisadores.

"Essas descobertas apoiam a noção de que estamos biologicamente preparados para expressar certos estados emocionais com comportamentos específicos. Lançando luz sobre a natureza de nossas respostas às experiências pensadas para trazer significado para nossas vidas", continuaram.

Esse resultado se junta a um outro debate antigo entre os cientistas sociais que provavelmente não será resolvido por nenhum estudo. Alguns cientistas pensam que a forma como nós retratamos as emoções, como franzir a testa ou sorrir, por exemplo, é universal e inerente à cultura. Enquanto outros acham que as expressões faciais são culturalmente dependentes.

Estudos

Mesmo que muitos estudos tenham mostrado imagens de pessoas de outras culturas para ver se as mesmas expressões  são identificadas. Alguns dizem que esse método é manchado pela presença dos pesquisadores e a influência do pensamento ocidental.

O novo estudo passa dessa percepção de alguma forma mostrando a arte maia que veio antes de qualquer contato com civilizações ocidentais. Mesmo assim o método tem limitações. E os autores admitem que não podem saber com certeza se as esculturas são retratos precisos do dia-a-dia na mesoamérica pré-histórica.

"Não temos uma visão direta dos sentimentos das pessoas das Américas antigas. O que podemos concluir é que os antigos artistas americanos compartilhavam algumas das associações dos ocidentais atuais entre as configurações dos músculos faciais e os contextos sociais em que podem ocorrer, associações que antecedem qualquer contato conhecido entre o Ocidente e as Américas antigas", explicam.


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Bruno Dias
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