Essa é a história perturbadora por trás do conto do Flautista de Hamelin

POR Erik Ely    EM História      23/05/20 às 10h32
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Muitas pessoas conhecem a história do Flautista de Hamelin contada para crianças. No entanto, o que nem todos sabem é que ela é baseada em acontecimentos reais mais do que macabros. Desse modo, ao longo dos anos, a história passou por uma série de mudanças até se tornar um conto de fadas. Com isso, separamos a verdadeira história por trás do conto do Flautista de Hamelin.

Na história, somos apresentados à cidade de Hamelin, na Baixa Saxônia, dos anos 1284. Naquele período, a região sofria com uma intensa infestação de ratos e nada parecia solucionar o problema. Contudo, um flautista apareceu e se comprometeu a se livrar dos ratos, mediante um pagamento. Depois disso, as coisas acabaram não saindo conforme planejado.

Um conto de fadas que possui um passado obscuro

Depois que os cidadãos de Hamelin concordaram em realizar o pagamento, o flautista utilizou de sua música para levar os animais embora. Porém, depois de realizar o serviço, a cidade se negou a pagar o homem. Isso fez com que ele ficasse furioso e jurasse vingança contra a cidade.

Em 26 de julho do mesmo ano, o flautista retornou e levou os filhos dos moradores embora, bem como havia feito com os ratos. Entretanto, algumas crianças acabaram ficando para trás. Dessa forma, o número de crianças pode variar conforme a história é contada. De toda forma, nas versões mais populares, uma criança era surda e não ouviu a música, outra era cega e não viu para onde estavam indo e outra era manca e não conseguiu acompanhar.

Por fim, a história nos ensina a lição de moral de que devemos cumprir com o que prometemos. Caso contrário, coisas ruins podem acontecer. No entanto, em sua versão original, a história não é tão simples.

Um mais sobre o Flautista de Hamelin

O registro histórico mais antigo do conto data do ano de 1300. Contudo, um manuscrito completo somente pôde ser encontrado a partir de 1440. Nessa versão, conta-se que, no dia 26 de junho de 1284, dia dos santos, um flautista vestindo roupas coloridas seduziu 130 crianças de Hamelin. Em seguida, ele as levou até um local próximo e as executou.

Ainda no registro, as crianças teriam sido vistas pela última vez em uma rua chamada Bungelosenstrasse (Rua Sem Bateria, em tradução livre). Na história, a rua levaria esse nome porque seria proibido tocar música ou dançar na região. Além disso, existem relatos de que os ratos não estavam na história original. Desse modo, eles foram acrescentados no século XVI, fazendo referência a Peste Negra, transmitida por ratos.

Em algumas teorias, o flautista seria a personificação da própria morte. Assim, os ratos estariam associados com a Peste Negra, sugerindo que as crianças teriam morrido dessa praga. Entretanto, a Peste teve seu ponto mais crítico entre 1348 e 1350. Portanto, mesmo que tenha sido adicionada à história, a versão não faria parte da original.

Por fim, a versão mais aceita conta que o Flautista de Hamelin era na verdade um pedófilo. Com isso, ele teria invadido a cidade com o objetivo de sequestrar as crianças enquanto dormiam. Além disso, sua música seria uma metáfora para a lábia do homem que enganou as crianças.


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