icone menu logo logo-fatos-desconhecidos.png


Essa era a forma como os russos imaginavam o ano de 2017 em 1960

POR Júlia Marreto    EM Ciência e Tecnologia      05/01/17 às 17h08
capa do post Essa era a forma como os russos imaginavam o ano de 2017 em 1960

Alguma vez vocês assistiram ao desenho Os Jetsons? Um desenho da década de 1960, estadunidense, que conta a história de uma família que vive num futuro muito distante (2062)- pelo menos da época - com apartamentos em enormes arranha-céus, construídos sobre as nuvens, com carros voadores, que se dobram para serem guardados, casas inteligentes e robôs serventes. Bem, se nos lembramos bem, a década de 1960 foi recheada de grandes mudanças e ideologias.

Foi quando a informática começou a ser usada para fins comerciais (mesmo que ainda não de forma massificada); surgiam os movimentos hippies, contrários à Guerra Fria e Guerra do Vietnã; houve a Revolução Cubana (quando Fidel Castro assumiu o poder); o ideal de "Sonho Americano" começava a disseminar; não apenas, surgia a Arpanet (uma espécie de pai ou avô da Internet); o primeiro homem foi enviado ao espaço, pelos soviéticos em 1961 e 8 anos depois os americanos enviaram o primeiro homem à lua.

Muitas coisas aconteceram naquele período mas, talvez o mais importante, foi um período de mudanças culturais e sociais. A década de 50 foi um período em que o mundo acabara de sair de sua segunda guerra mundial, a década seguinte já podia respirar com um pouco (bem pouco) menos de esforço, mas foi um período em que as pessoas já se sentiam com vontade de sonhar.

Precisamos lembrar que não temos o intuito de criticar, julgar, muito menos impor verdades absolutas. Nosso objetivo é único e exclusivo de informar e entreter. Por isso, o conteúdo dessa matéria se destina a aqueles que se interessarem e/ou identificarem.

Bem, se temos uma ideia do que estava se passando na época e, já sabendo como os americanos imaginavam o futuro, como será que era a visão dos soviéticos sobre o futuro na época? As ilustrações feitas por L. Smekhov, escritas por V. Strukova e V. Shevchenko.

É interessante ver como essas ilustrações são próximas às ilustrações divulgadas nos EUA, pelo menos no que se refere aos ideais tecnológicos. As imagens abaixo foram retiradas de uma matéria do Moscow Times e do perfil de Sergey Pozdnyakov, na rede social VK - uma espécie de facebook russo.

Essa imagem apresenta estudantes do ano de 2017 usando um "dispositivo de cinema especial", no que parece ser uma aula de história, sobre como a União Soviética fora criada e se desenvolvera. Essa imagem lembra muito a exposição Futurama, da Feira Mundial de Nova Iorque (1939).

Esse painel mostra como, praticamente, tudo seria movido a energia atômica - muito semelhante às ideias propagadas nos EUA. As crianças ouvem a voz do narrador: "E aqui está a represa sobre o estreito de Bering. Você ouve aquele zumbido? Trens movidos a energia atômica. A represa bloqueia as correntes de água fria do Oceano Ártico melhorando o clima.

Aqui temos a representação de como seriam as perfurações do futuro. E então, a superfície da terra meio que derreteu, e você pode ver o que estava acontecendo nas entranhas da terra. Nas profundezas de vulcões, barcos toupeira subterrâneos feitos de aço especial resistente ao calor rompem minas atrás de fontes eternas de energia.

Um exemplo de como eles imaginavam que seriam as viagens espaciais. De acordo com o Moscow Times: Então no filme, a Terra desaparece. No espaço sideral, quase na velocidade da luz, foguetes interestelares saem para o sistema planetário mais próximo, Alpha Centauri.

O menino Igor insere uma "nota de instrução" no que seria uma cozinha computadorizada - muito próximo ao desenho de Os Jetsons, não? Só que essa ilustração fora feita dois anos antes do desenho ir ao ar.

A comunicação não seria um problema, aqui o mesmo menino vai até o videofone para conversar com sua mãe.

Como essa outra ilustração mostra, a mãe dele está em um "jardim de infância flutuante" - o que poderíamos chamar de cruzeiro hoje - no Mar Negro.

Você está… no Mar Negro?" Igor pergunta, surpreso. "Estou aqui para trabalhar", ela diz. "Estou inspecionando os jardins de infância flutuantes do Mar Negro, e eu também vim ver o nosso. Ligue para o seu pai e diga para ele que não estarei em casa até amanhã - Moscow Times.

Como seria a vida no inverno...

Se abrigando no subterrâneo...

Onde haveria toda uma cidade climatizada, especialmente à espera daqueles que estavam sobre o solo.

Além disso, essas cidades não seriam apenas abrigos, mas também seriam produtivas. A cidade dessa ilustração se chama Uglegrad e apresenta um grupo de estudantes visitando algum indústria.

Não existe só trabalho mas, também, lazer no mundo subterrâneo.

Essa foi uma versão de broca futurística imaginada na época.

Esse homem seria o pai do menino Igor, que trabalha no sistema de controle climático.

Moscow Times: Enquanto isso, de volta ao Instituto Central de Controle Climático, onde o pai de Igor trabalha, temos péssimas notícias. "Acabamos de ser informados", o meteorologista chefe anuncia, "que os últimos imperialistas restantes, escondidos em uma ilha remota, testaram uma arma meson proibida. Durante o teste, houve uma explosão de força sem precedentes, que destruiu a ilha inteira e simultaneamente criou perturbações atmosféricas através do planeta".

Os americanos - também chamados de sujos e podres imperialistas - causaram uma tempestade no sul do Oceano Pacífico, ao fazerem testes com armas.

Na tela da televisão da estação, uma imagem do Mar Negro pisca. Um tornado gigante arranca o telhado de casas, destruíndo um vilarejo de cem anos. - Moscow Times

O dia foi salvo graças aos funcionários da estação climática.

A estação climática volta à Moscou e os funcionários são recebidos como heróis.

O menino Igor abraça seu pai e a população saúda os heróis.

Aqui, Igor e seu pai se reúnem com o restante da família em uma videoconferência.

Então pessoal, o que acharam dessas ilustrações? Essa história representa bem o que os russos acreditavam que seria o futuro, pelo menos deles. Encontraram algum erro na matéria? Ficaram com dúvidas? Possuem sugestões? Não se esqueçam de comentar com a gente!


Próxima Matéria
Via   gizmodo  
Imagens gizmodo
avatar Júlia Marreto
Júlia Marreto
É a dona de um coração esculpido pela literatura e preenchido pelos bons vinhos de Baco. Guiada nas artes da vida por Ares, possui a discreta delicadeza de um elefante pulando carnaval numa loja de cristais! Movida diariamente pelo combustível da vida: o café, essa garota possui raízes profundas na poesia da vida. É muito séria, mas sabe brincar na hora certa. Ama os animais e detesta filme de terror. Apesar de cantar mal, canta com sentimento. E adora musicais! Sua principal tentativa desportiva é o baralho. Ela gosta mesmo é de coisas antigas, apaixonada pela vida e sonha com o universo. Instagram: , @juliamarreto
Viu algum erro ou gostaria de adicionar alguma sugestão a essa matéria? Colabore, Clique aqui.


Matérias selecionadas especialmente para você!

Curta Fatos Desconhecidos no Facebook
Confira nosso canal no Youtube
Siga-nos no
Instagram
Confira nosso Pinterest