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Essa fundação tem um plano mirabolante acabar com boa parte dos mosquitos do mundo

POR Mateus Graff    EM Ciência e Tecnologia      26/06/18 às 16h36
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A gente já fez matérias mostrando como um mosquito descobre que você vai tentar matar ele e 7 fatos sobre o mosquito da dengue que vão te deixar bastante preocupado. Pois bem, caros leitores, hoje resolvemos trazer um plano radical, mas que poderia ajudar a acabar com a malária no mundo.

Como todos vocês sabem, os mosquitos matam muita gente todos os anos. Só para vocês terem uma ideia, segundo dados do Gate Notes, 830 mil pessoas morrem todos os anos por causa de doenças que são transmitidas por mosquitos.

Entre essas mortes, cerca de 440 mil são casos de malária, doença que é transmitida por um parasita unicelular carregado por mosquitos fêmeas. Bom, por isso, a Fundação Bill e Melinda Gates tem um plano para exterminar os mosquitos que transmitem a malária e outras doenças. A gente conta mais sobre essa plano maluco para vocês.

Parceria

Com um investimento de 4,1 milhões de dólares, a fundação planeja liberar para o meio ambiente mosquitos machos modificados geneticamente que essencialmente serão 'programados' para matar seus próprios filhos.

Com a cooperação da Oxitec (a empresa que iria desenvolver os mosquitos), esse plano ficou mais fácil. A Oxitec é uma empresa de engenharia genética que já fez experimentos com mosquitos modificados. A Fundação Gates já injetou pelo menos US$ 5 milhões na Oxitec para criar tais linhagens de mosquitos assassinos em 2010.

No caso, cepas fora implantadas aqui no Brasil, no Panamá e nas ilhas Cayman para combater o mosquito Aedes aegypti. Em certos locais a população selvagem do mosquito caiu em 90%.

Novo plano

Esse novo plano se baseia em mosquitos que vão acasalar com fêmeas naturais portadoras de malária. Tendo em mente que apenas as fêmeas picam, os insetos de laboratório não representam uma ameaça. Na verdade eles vão acasalar com as fêmeas e passa um gene "autolimitante" para seus descendentes. O gene vai matar as futuras gerações dos mosquitos fêmeas antes que elas cheguem na idade adulta.

Se o plano der certo, os machos vão continuar acasalando com as fêmeas por mais dez gerações, ao menos em teoria. No teste que a Oxitec fez no Panamá, foi liberado uma fêmea geneticamente modificada para cada 10.000 machos, mas a empresa afirmou que essas fêmeas são livres de doenças e morrem em dias.

Pedra no meio do caminho

Pelo fato dos casos de malária terem aumentado desde 2015, combater o mosquito se tornou caso de urgência. Além disso, especialistas acham que alguns parasitas estão se tornando mais resistentes às drogas que são usadas no tratamento da doença.

Os mosquitos da Oxitec estarão prontos para testes de campo apenas em 2020. O problema é que a empresa tem enfrentado resistência da população quanto ao uso de táticas de engenharia genética.

A Oxitec espera testar alguns de seus mosquitos feitos em laboratório em Florida Keys, nos EUA. O problema é que os habitantes do lugar já expressaram oposição à ideia. Em 2016, os moradores locais votaram contra a permissão para que os mosquitos geneticamente modificados fossem liberados em Keys.

Mas e você, acredita que essa seria uma boa solução para exterminar o mosquito da malária ou seria um plano muito radical? Comente!


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