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Essa mulher costumava cortar cana para viver, mas hoje tudo isso mudou

POR PH Mota    EM Entretenimento      17/04/17 às 19h07

Se alguém te perguntar a vida que você imagina nos seus sonhos, dificilmente você irá responder que gostaria de passar os dias cortando cana numa roça. A mineira Sabrina Nunes também não pensava assim, mas precisava viver nessas condições para conseguir o seu sustento.

Alguns anos depois de passar por essa situação, no entanto, conseguiu sair das plantações e realmente viver a vida de seus sonhos. Hoje, aos 31 anos, Sabrina é responsável por um e-commerce (ou loja virtual) que já conta com 620 revendedoras em todo o país e conseguiu gaturar R$ 2,4 milhões somente em 2016.

Sabrina nasceu no município de Itinga, região norte do estado de Minas Gerais, e começou a trabalhar desde cedo. Ainda muio jovem, começou a vender picolés na região rural da cidade. Como algumas regiões mais afastadas não possuíam energia elétrica, os sorvetes acabavam sendo uma grande atração para o público da região, que consumia os produtos de Sabrina.

Apesar disso, Sabrina não conseguia vislumbrar muitas oportunidades de crescimento vendendo picolé e acabou mudando de área. Na época, seu padrasto agenciava a mudança de trabalhadores de Itinga para Maracaju, no Mato Grosso de Sul. Os trabalhadores selecionados iriam trabalhar com corte de cana num canavial na cidade e Sabrina acabou indo junto, já que não conseguia outras oportunidades de emprego.

A partir do seu trabalho no corte de cana, Sabrina conseguiu subir na carreira e passou a ser secretária da empresa que cuidava do serviço. Depois de um mês no canavial, conseguiu fazer os contatos que valorizaram o seu trabalho e ofereceram as oportunidades de crescimento dentro da empresa.

Trabalhando como secretária, Sabrina acabou encontrando uma nova oportunidade de crescimento e mudança. Ela ganhou uma bolsa de estudos no Rio de Janeiro, na área de engenharia. Nesse momento ela decidiu sair do Mato Grosso e investir na nova vida.

Enquanto estudava, Sabrina arrumou um emprego, mas buscava uma nova atividade para complementar a renda mensal. Em janeiro de 2012 fez algo que mudaria a sua vida. Com um investimento de apenas R$ 50, ela comprou materiais na internet para produzir algumas bijuterias que vendia na internet. A empresa foi batizada de Francisca Joias, em homenagem à sua avó.

No início do serviço, Sabrina utilizava uma plataforma online dedicada à criação de lojas virtuais focadas em artesanatos e outros produtos criativos. Com o dinheiro que ganhava com a venda dos produtos, investia ainda mais na empresa, até que decidiu criar o próprio espaço na internet. Com apenas sete meses de funcionamento, Sabrina criou a própria loja virtual.

Depois de quatro anos realizando o mesmo serviço, Sabrina decidiu provocar uma mudança no modelo de negócio da empresa, tentando driblar os efeitos da crise. Com a estratétia de trabalhar com revendedoras, conseguiu 620 pessoas que hoje vendem os produtos da Francisca Joias em todo o Brasil.

No novo modelo, Sabrina oferece suas joias e bijuterias para revendores, que compram os itens com 40% de desconto e revendem com o mesmo valor disponível nas lojas online. Para Sabrina, a margem de lucro fica menor, graças ao alto desconto, porém o número de vendas aumenta e o lucro acaba sendo maior.

Para a ex-cortadora de cana, a diferença no modo de trabalho de sua empresa está na humanização do tratamento de clientes e revendedores. Mesmo quando o produto é negociado num ambiente virtual, ela garante o que o atendimento oferece garantia de qualidade e segurança, que ajuda a promover a marca.

Depois de faturar R$ 2,4 milhões em 2016, Sabrina espera que a empresa alcance a marca dos R$ 3 milhões, em 2017.

E aí, gostou da mudança de vida de Sabrina? A mulher provou que com esforço e dedicação é possível dar a volta por cima e criar o cenário dos sonhos em nossas vidas, saindo do canavial para o mundo do empreendedorismo. O que você mais gostou na história da empresária? Conte para a gente nos comentários!

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PH Mota
Jornalista que é um encontro Monty Python e A Praça É Nossa.
As categorias Terror, Sobrenatural, CreppyPasta e entretenimento têm como único objetivo de entreter. Não devem ser utilizadas como fontes de artigos científicos ou trabalhos escolares.
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