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Esse é o tempo que demoraria para um computador da NASA minerar 1 bitcoin

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      26/07/19 às 18h53

Você teria coragem de investir em uma espécie diferente de dinheiro? Bom, é exatamente isso que muitas pessoas e empresas vêm fazendo atualmente. Certamente, você já ouviu falar sobre Bitcoins. Ele é uma espécie de criptomoeda descentralizada, que opera em um meio online. Apresentada ao mundo no ano de 2008, ela vem crescendo exponencialmente e hoje vale milhões de reais.

As pessoas conseguem essa criptomoeda através de seus computadores, que com a tecnologia ajudam na diminuição do tempo necessário. Mas algumas pessoas são curiosas e pensam de maneiras diferentes.

Um caso é de Key Shirriff, que é um entusiasta de hardware que gosta de restaurar computadores antigos. Um deles foi o Xerox Alto, que influenciou o Macintosh e Steve Jobs. O último projeto dele foi trazer à tona um dos computadores de orientação que foi usado na era Apollo da NASA. E como nenhuma ida à lua está planejada, Shirriff quis usar o computador para minerar bitcoins.

O computador foi desenvolvido, nos anos 1960, pela NASA, para ser usado como principal controlador dos sistemas de orientação e navegação da espaçonave Apollo, o Apollo Guidance Computer (AGC). Ele foi um dos primeiros computadores a usar circuitos integrados. E ao invés de ser do tamanho de um quarto inteiro, ele foi comprimido em uma caixa de alguns metros.

O AGC não tinha um processador dentro dele, pelo menos não da forma como nós conhecemos. Ao invés disso, ele usava 5.600 portas eletrônicas que faziam com que ele fizesse cerca de 40 mil adições matemáticas por segundo. Atualmente, isso é bastante primitivo, mas, na época, foi o suficiente para permitir o controle em tempo real dos veículos Apollo. E também durou o suficiente para sobreviver aos rigores de um lançamento espacial.

Restauração

Então, Shirriff combinou duas paixões e resolveu restaurar o AGC autêntico e de quebra ainda conseguiu ganhar um dinheiro. O homem reprogramou esse computador para minerar bitcoins. Shirriff conseguiu começar o processo de mineração, mas a chance de ele conseguir se aposentar com os bitcoins, que conseguiu com essa mineração, é bastante pequena.

O bitcoin usa registros virtuais chamados de blocos, para armazenar informações sobre as transações e propriedades da moeda virtual em milhares de computadores em todo mundo. Esses blocos são extraídos a cada 10 minutos. Mesmo que seja em um intervalo pequeno de tempo, ele exige uma enorme capacidade computacional, como outra forma de garantir que o processo de mineração não seja controlado por uma única organização ou máquina.

Esse processo envolve a geração de trilhões de sequências numéricas aleatórias, até que uma correta seja encontrada. E isso tem como resultado um bloco minerado com sucesso. Essa busca é aleatória tanto quanto a loteria. Mas encontrar uma dessas sequências especiais, também chamadas de hash, vale atualmente 12,5 novos bitcoins. Eles valem mais de 130 mil dólares atualmente, mas esse valor sempre muda. E quanto mais computadores alguém coloca para gerar hashes aleatórios, mais chances o indivíduo tem de ficar rico.

Mineração

Logicamente,existe um porquê das pessoas não escolherem computadores de 50 anos para minerar a criptomoeda. É possível comprar computadores baratos para mineração de bitcoins que calculam 130 bilhões de hashes por segundo.

Fazendo uma comparação com o computador de orientação da Apollo, ele levou mais de 10 segundos para gerar apenas um hash. Com essa velocidade, Shirriff calculou que "o AGC levaria 4×10^23 segundos para encontrar um bloco". Isso é um bilhão de vezes maior do que a idade do universo.

Se Shirriff tiver muita sorte, o computador talvez consiga calcular um hash em apenas alguns minutos de processamento de números. Mas, de verdade, provavelmente, levaria mais de um quintilhão de anos para minerar um bitcoin.

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Via   Gizmodo  
Bruno Dias
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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