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Esse foi o grupo de resistência que lutou contra Hitler utilizando palavras

POR Natália Pereira    EM História      22/02/18 às 20h07
capa do post Esse foi o grupo de resistência que lutou contra Hitler utilizando palavras

Já imaginou lutar contra o Führer da Alemanha Nazista, Hitler? Muitos gostariam de fazer isso ainda hoje, em nome de todas as pessoas que foram mortas por ele durante a Segunda Guerra mundial. E, como já vimos em uma matéria anterior, até o seu próprio sobrinho lutou contra ele na guerra. Mas, se você tivesse essa oportunidade, o que faria com ele? Já parou para pensar sobre isso em algum momento?

A maioria, com certeza, iria lutar contra ele usando a força e a violência. Mas, por outro lado, nem todos parecem pensar e agir dessa forma. Mesmo aqueles que viveram naquela época, junto com ele. São poucos aqueles que conseguem estender uma flor e disseminar o amor em meio a tanto ódio e destruição. Existem outras formas de se combater o fogo que não seja com mais fogo e essa é a história dos jovens que souberam muito bem como aplicar isso.

Resistência que usou palavras para lutar contra o Hitler

O grupo de resistência nazista chamado White Rose, ou Rosa Branca, resolveu agir diferente em meio a todos os ataques brutais que vinham acontecendo na época. Tudo começou em junho de 1942 quando os irmãos alemães Hans e Sophie Scholl resolveram montar uma resistência passiva. Junto com eles estavam seus amigos Willi Graf, Alexander Schmorell e Christoph Probst, todos com o propósito de protestar contra os atos hediondos de Hitler sem violência. Para que isso acontecesse eles montaram uma estratégia, de forma anônima, na qual escreveram diversos folhetos de conscientização para alertar as pessoas sobre o que o regime do Führer realmente estava fazendo.

Depois de fazer isso eles precisavam espalhá-los pela cidade, parte mais perigosa do processo, e contaram com a ajuda de outros estudantes para isso. A rede de distribuição da White Rose cresceu até Munique, Hamburgo, Friburgo, Berlim e Viena.

O erro que custou as suas vidas

Tudo parecia estar indo bem, eles estavam distribuindo seus folhetos com a ajuda de outras pessoas nas 5 cidades do país sitadas anteriormente, até que um ato inconsequente e dramático os entregou. no dia 18 de fevereiro daquele ano os irmãos Scholls foram até a Universidade de Munique para deixar uma pilha de seus folhetos para os estudantes. Mas, assim que eles estavam saindo do local, a ideia de jogar os folhetos restantes do topo da escada surgiu e estragou tudo o que eles fizeram.

Apesar de ter sido um ato momentaneamente emocionante, isso chamou a atenção de um homem da manutenção que chamou a polícia logo em seguida. Os dois irmãos, Hans e Sophie, foram levados para a prisão e, ao invés de serem julgados por traição, foram condenados a morte pela Gestapo naquela mesma noite. Quatro dias depois do ocorrido, em 22 de fevereiro, os Scholls foram enviados para a guilhotina, juntamente com o Christoph Probst. No final do ano, os outros membros, Willi Graf, Alexander Schmorell Kurt Huber, membro do corpo docente, tiveram a mesma sentença.

Apesar de tudo isso, os atos da White Rose não pararam por aí. Um dos seus folhetos acabou sendo levado para fora do país e, em julho de 1943, milhões deles foram espalhados por aviões aliados na Alemanha. Esse ato final com certeza compensou os esforços daqueles pobres jovens executados por Hitler. A irmã mais nova dos SchollsSophie, acabou ficando famosa e deu origem ao filme Uma Mulher Contra Hitler. A bela história de White Rose merece ser lembrada por seus atos de coragem. O que acham?


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Via   MF     BBC  
Imagens MF Codoh DW
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Natália Pereira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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