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Esse funcionário da Amazon foi demitido depois de lutar por melhor proteção contra a Covid-19

POR Erik Ely EM Curiosidades 10/04/20 às 15h59

capa do post Esse funcionário da Amazon foi demitido depois de lutar por melhor proteção contra a Covid-19

Recentemente, um funcionário da Amazon foi demitido depois de lutar por melhor proteção contra a Covid-19. Depois da notícia vir a tona, foi revelado que a empresa teria demitido mais alguns funcionários do seu centro de fornecimento e estoque de produtos para atacado (fulfillment centers) em Staten Island, no estado de Nova York.

Isso teria acontecido após estes funcionários se organizarem em um protesto contra a companhia. Dessa forma, eles exigiam que ela lhes fornecesse melhores condições e equipamentos de proteção contra a Covid-19, a doença que deriva do novo coronavírus.

Tudo foi relatado por um dos funcionários da empresa

Em uma entrevista à Bloomberg, Chris Smalls, um dos funcionários demitidos, explicou a situação. Chris atuava na empresa como gerente assistente do centro e afirmou que os empregados do local não receberam equipamentos próprios de proteção necessária. Esses equipamentos são extremamente necessários para evitar o contágio do vírus SARS-CoV-2. Além disso, no protesto, o funcionário pedia que a empresa desligasse as atividades do centro temporariamente para a realização de limpeza. No entanto, a resposta da empresa foi demitir ele, junto com outros 60 colegas de trabalho.

Smalls também afirmou que "algumas" pessoas no centro estavam, de forma confirmada, acometidas pela Covid-19. Essa mesma razão foi, de acordo com o posicionamento da Amazon, o motivo de sua demissão. Contudo, um porta-voz da empresa afirmou que Smalls teve seu contrato terminado por conta de uma "violação de normas de segurança". Isso porque, ele supostamente teria sido exposta à pessoa infectada pela doença e se recusou a se isolar dos demais colegas.

Por meio de um pronunciamento, a Amazon explicou o que teria acontecido. "O Sr. Smalls recebeu diversos avisos de violação dos parâmetros de distanciamento social. E por colocar a segurança de outros em risco", disse a Amazon. Assim, ele "recebeu o pedido de que permanecesse em casa por 14 dias, com remuneração, o que é uma medida que tomamos em nossas estruturas ao redor do mundo. Apesar dessa instrução de manter-se em casa com pagamentos, ele veio ao centro hoje, 30 de março, colocando as equipes em ainda maior risco".

Afinal, quem está certo na história?

No comunicado, a Amazon também afirmou que o número de participantes foi exagerado. Dessa forma, os protestos teriam contado com um número de 15 pessoas. No entanto, segundo Smalls, a posição da empresa é "ridícula". Em seguida, ele ressaltou que seguirá com suas reclamações. "Porque eu tentei lutar pela coisa certa, a empresa decidiu retalhar contra mim. Eu ainda vou batalhar por aqueles pessoas dentro do prédio".

Depois do ocorrido, a promotora do estado de Nova York, Letitia James, emitiu um comunicado culpabilizando a Amazon pela situação. "É uma desgraça que a Amazon tenha demitido um empregado que corajosamente lutou para proteger a si mesmo e aos seus colegas. No alto de uma pandemia globalizada, Chris Smalls e seus colegas protestaram de forma pública contra a falta de precauções que a Amazon apresentou para defendê-los da Covid-19". Ela ainda pediu que as entidades laborais e sindicatos intervissem no caso. Em seguida, ela chamou a ação da Amazon de "imoral" e "desumana". Além disso, ainda ressaltou que o direito de protesto é garantido pela lei norte-americana. Finalmente, Letitia Jones disse que a promotoria estuda tomar ações legais contra a Amazon.


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Via   Canaltech  
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Erik Ely
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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