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Esses foram os 4 programas e operações mais sinistros da CIA

POR Cristyele Oliveira    EM Curiosidades      17/10/19 às 12h24

A Central Inteligence Agency, ou apenas CIA, é uma agência de inteligência civil do governo dos Estados Unidos, que é responsável por investigar e fornecer informações de interesse nacional visando a segurança do país. Desde que foi fundada, lá em 1947, a CIA vem analisando e coletando informações restritas. Principalmente aquelas que os governos estrangeiros preferem manter em segredo. Pelo seu grau de importância, os procedimentos da agência são estritamente secretos e não estão sujeitos aos mesmos padrões e regras de outras agências federais.

Depois do ataque do 11 de setembro, a CIA passou a ser responsável pelo Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos. Ou seja, ela está oficialmente de olho em qualquer possível ameaça ao país. O que não acontecia antes do trágico evento.

Funcionando há mais de 50 anos, em um ambiente sigiloso e cheio de trapaça, a CIA está por trás de algumas das ações mais secretas já registradas até hoje. Como não há nada acima dela, como um responsável por regular suas ações e corrigir os seus erros, a CIA passou décadas criando crises em todo o mundo. Muitas delas, que ajudaram a moldar os problemas de segurança global, com os quais o mundo está lidando atualmente. Confira a seguir, as 4 operações mais sinistras da CIA que desencadearam esses problemas.

1 - Operação Ajax

Em 1951, uma grande guerra pelo poder se formava no Irã. O Xá Reza Pahlavi estava centralizando o governo iraniano em si mesmo e operando como chefe de Estado. Ao mesmo tempo, o seu primeiro-ministro, Mohammad Mossaddegh, liderava uma coalizão oposta, que visava reduzir o Xá a uma figura usada pelos europeus.

Nesse meio tempo, os britânicos estavam preocupados com a perda de suprimentos de petróleo. Então, meio a guerra fria, eles pediram ajuda aos Estados Unidos. Foi quando em 1953, a CIA entrou no meio dessa briga. Assim começou a Operação Ajax, um golpe liderado pelos americanos e financiado pelos britânicos, contra Mosaddegh.

A companhia nacional de petróleo britânica, pagou US$ 25 mil em subornos para autoridades iranianas e chefes da máfia. Ao mesmo tempo em que os agentes da CIA enviavam grandes quantidades de tráfego criptografado por meio de rádios. O intuito era dar impressão de que um enorme exército popular havia se formado e estava convergindo.

Diante do que ele acreditava ser uma grande guerra civil, Mossaddegh desistiu da luta e renunciou ao cargo. Seu sucessor devolveu o trono a Pahlavi e os lucros do petróleo de volta aos britânicos.

Em meio a fraqueza do Irã, depois desse golpe, o Iraque invadiu o oeste do país. E assim deu-se início a uma série de eventos no Iraque, que ainda estão se desenrolando. Em 2013, a CIA confessou ter organizado e supervisionado o golpe de 1953.

2 - Escola das Américas

Depois do seu "sucesso" no Irã, a CIA passou grande parte da década de 1950, ajudando a derrubar governos que desagradavam os interesses americanos. Usando a espionagem, a agência criou um lugar ideal para uma guerra secreta e descontrolada contra políticos eleitos, democraticamente, em países parceiros dos Estados Unidos. Nessa época, a CIA, juntamente com o Departamento de Defesa criou a Escola das Américas, uma espécie de academia de treinamento avançado para revolucionários e assassino em potencial.

Com sede em Fort Benning, na Geórgia, os alunos dessa escola aprenderam de tudo. Desde sabotagem, combate corpo a corpo, métodos de tortura até vários tipos de golpe. Vários dos "revolucionários" treinados ali, incluindo Manuel Noriega e Emilio Eduardo Massera, fundaram cartéis de drogas, que presidiam assassinatos e desaparecimentos em massa.

Essa escola funciona, até hoje, mas o Partido Democrata americano já anunciou planos para o seu fechamento em sua plataforma partidária.

3 - 11 de setembro do Chile

Em 1970, os chilenos tiveram que escolher entre cinco candidatos à presidência do país. Eles escolheram Salvador Allende, um político de centro-esquerda, que apoiava uma plataforma populista. O então secretário de Estado, Henry Kissinger, não ficou nem um pouco feliz com a escolha dos eleitores chilenos.

Kissinger então congelou a CIA, e em grande parte, suas conspirações contra o país. Mas isso não impediu a agência de se envolver no drama, que se instaurava no país. A CIA até chegou a procurar o chefe militar chileno, René Schneider, que embora não gostasse de Allende, aceitou a escolha dos eleitores. Então, ele se recusou a envolver-se nos planos da CIA, e foi considerado pela agência como um obstáculo.

Então, a CIA se uniu a outro general chinelo, Camilo Valenzuela. E assim, preparou um plano para contrabandear armas para o Chile. A ideia era que os conspiradores de Valenzuela assassinassem Schneider em público e culpar os apoiadores de Allende. Tudo isso para reverter os resultados adas eleições.

Depois de várias tentativas, os "sequestradores" finalmente capturaram Schneider em 22 de outubro de 1970 e o assassinaram. Dois anos depois, em 11 de setembro de 1973, Salvador Allende foi assassinado em um golpe militar liderado pelo general chileno, Augusto Pinochet. Durante o seu mandato, Pinochet matou cerca de 50 mil civis e mergulhou seu país em uma profunda crise econômica.

Os tribunais federais americanos se recusam a permitir quaisquer ações civis ou criminais contra Kissinger ou os responsáveis pela CIA pelo que aconteceu no Chile, em 1973.

4 - Apoio a Mujahideen

Uma das principais características das operações da CIA é a sua participação em lutas políticas alheias. Quase sempre ficando do lado errado dessas guerras. A partir de 1979, a CIA apoiou a atividade de Mujahideen, contra o governo pró-soviético em Cabul. O que acabou se transformando em uma aquisição do Afeganistão pelo Taliban. E como todo mundo sabe, isso acabou muito mal para os Estados Unidos.

Durante a maior parte da década de 1980, a CIA prestou apoio a opositores da Frente Islâmica Nacional pró-ocidental. Inclusive, mostrou apoio a Saddam Hussein, contra o Irã, na mesma época. Na década seguinte, mudou de lado, e apoiou os rebeldes pró-Irá, contra o próprio Hussein. Com isso, a agência causou uma revolta no Curdistão, em 1991, e seguiu em frente, enquanto os iraquianos acabavam com os rebeldes.

Esse tipo de apoio da CIA causou grande parte dos problemas atuais dos Estados Unidos com países estrangeiros.

E você, estava a par dessas operações da CIA? Conta para a gente o que você achou e compartilhe com os seus amigos.

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Via   Ati  
Cristyele Oliveira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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