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Estagiário de 17 anos descobre planeta com dois sóis

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      13/01/20 às 19h38
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Sistema Solar é formado pelo Sol e mais 1.700 corpos celestes menores, entre cometas, asteroides e os planetas com seus satélites. Nosso sistema solar fica em um dos espaços da Via-Láctea, sendo formado pela estrela solar e por tantos outros corpos celestes, ao seu redor. Destes, podemos citar a lua, asteroides, planetas e seus satélites, junto de tudo aquilo que estiver presente no espaço sideral.

E conforme o tempo passa, novas descobertas vão sendo feita no espaço. A missão do Satélite de Pesquisa de Exoplanetas em Transição (TESS), da NASA, começou no verão de 2018 com o objetivo de procurar planetas. E desde o começo, ele coletou uma grande quantidade de dados. E foi feita uma missão, que anunciou um planeta do tamanho da Terra, chamado TOI 700 d.

Analisando os dados coletados por essa missão, Wolf Cukier, um estagiário de 17 anos, viu que tinha algo estranho com um sistema estelar binário. Isso aconteceu três dias depois que o jovem começou seu estágio no Goddard Space Flight Center.

"Eu estava procurando nos dados tudo o que os voluntários identificaram como um binário eclipsante, um sistema em que duas estrelas circulam entre si e, do nosso ponto de vista, eclipsam-se a cada órbita", disse Cukier.

Ajuda

Ele ajudou uma equipe da NASA a conseguir identificar duas estrelas. A descoberta foi a primeira desse tipo, feita por esse satélite. Isso porque o satélite detecta apenas trânsito da estrela maior.

Um sistema estelar, que é orbitado por duas estrelas, quando a menor passa pela maior, acontece um eclipse estelar. No sistema TOI 700 d, isso aconteceria a cada 15 dias. Mas esse sinal se tratava, na verdade, de um planeta orbitando duas estrelas.

"Cerca de três dias após o estágio, vi um sinal de um sistema chamado TOI 1338. No começo, pensei que fosse um eclipse estelar, mas o tempo estava errado. Acabou sendo um planeta", explicou.

Essa percepção foi vista por Cukier por causa da cronometragem que não estava de acordo com a de um eclipse estelar. Uma das estrelas é 10% mais massiva do que o sol. A outra estrela é menor e mais fria.

O planeta descoberto, TOI 700 d, se parece com o planeta fictício lar de Luke Skywalker, da franquia Star Wars. Mas diferente do filme, o planeta não é habitável. A similaridade acaba na quantidade de estrelas que o planeta tem.

Em tamanho, esse planeta fica entre Netuno e Saturno. E ele está localizado a 1300 anos-luz do nosso planeta, na constelação de Pictor. Os planetas, que têm duas estrelas, são bastante raros. Tanto que esse foi o primeiro detectado pela missão.

Missão

O TESS tem quatro câmeras, que estudam a mesma parte do céu, por 27 dias. Durante esses dias, são tiradas fotografias, a cada 30 minutos. Com essas fotos, é capaz de se ver as variações na luminosidade das estrelas, conforme os planetas vão passando na frente delas. O movimento é chamado de trânsito e ajuda os astrônomos a conseguirem detectar a localização dos planetas.

Mas os planetas com duas estrelas, como é o caso do TOI 700 d, são mais difíceis de serem detectados por esse método de trânsito. O TESS só iria ver a passagem do planeta em frente a sua estrela maior. Isso porque quando existem duas estrelas, sempre uma será mais brilhante do que a outra.

E a análise dos dados feitas por Cukier foi fundamental para que essa descoberta fosse feita. Ou então, talvez ninguém saberia da existência desse planeta.


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Via   CNN  
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Bruno Dias
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