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Estudo diz que enfim descobriram a origem da vida no universo

POR Erik Ely    EM Ciência e Tecnologia      17/07/20 às 12h58
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Enquanto você lê essa matéria, a cada segundo, uma estrela morre no universo. No entanto, a "morte" de uma estrela não significa seu desaparecimento total. Isso porque, quando elas desaparecem, algo sempre fica para trás. Dessa forma, isso pode ser a chama para descobrirmos a origem da vida no universo.

No momento de sua morte, uma estrela explode como uma supernova. Assim, ela pode se transformar em um buraco negro ou em uma estrela de nêutrons. Dito isso, a maioria das estrelas que morre, acaba se transformando em anãs brancas. Entretanto, ao analisar as anãs brancas, cientistas descobriram que elas contribuem muito mais para a vida no cosmos do que se pensava.

Tudo está relacionado às anãs brancas

Em um estudo publicado na revista Nature Astronomy, é sugerido que as estrelas anãs brancas são a principal fonte de átomos de carbono de toda a Via Láctea. Dessa forma, sendo esse, um elemento fundamental para toda a vida, não podemos simplesmente ignorar as anãs brancas.

Quando uma estrela como Sol, uma anã amarela, fica sem combustível, ela também se transforma em uma anã branca. Para se ter uma ideia, 90% de todas as estrelas do universo acabam se tornando estrelas anãs brancas. Em outras palavras, anãs brancas são restos estelares quentes e densos. Assim, elas atingem temperaturas que atingem mais de 100.000 Kelvin. Mas, com o passar do tempo, cerca de bilhões de anos, elas logo escurecem sem seu material externo. Isso acontece logo antes do seu colapso. Depois disso, as estrelas brancas se tornam cinzas estelares.

Essas cinzas estelares contêm, entre outros elementos químicos, o carbono. Logo, a possibilidade levantada pelo estudo é que, todo o carbono do universo se originou de estrelas que se tornaram anãs brancas. Dessa forma, mesmo que muitos cientistas concordem com essa teoria, eles ainda não conseguem concordar em qual seria a principal estrela responsável por espalhar o carbono no cosmos.

Anãs brancas são maiores do que imaginávamos

Na maioria das vezes, quanto maior uma estrela, mais maciça será ela quando se tornar uma anã branca. Contudo, sua massa também possui um papel fundamental nessa história. "Nosso estudo interpreta essa torção na relação de massa inicial e final como a assinatura da síntese de carbono feita por estrelas de baixa massa na Via Láctea", afirma Paola Marigo, pesquisadora da Universidade de Pádua, na Itália, e principal autora de o estudo.

Ainda que não exista um acordo para com o tamanho da estrela, sabemos que, para influenciar na origem da vida no universo, elas precisavam ser grandes. Dito isso, essas estrelas precisam ter mais de 1,5 de massa solar. "Agora sabemos que o carbono veio de estrelas com uma massa de nascimento superior a cerca de 1,5 massa solar", afirmou. Marigo.

Por fim, o estudo sugere que o carbono encontrado nas estrelas estava essencialmente preso na matéria-prima que formou o Sistema Solar há mais de 4,6 bilhões de anos. "Essa descoberta é crítica para restringir a evolução e o enriquecimento químico de estrelas de baixa massa e seu impacto nas propriedades espectrofotométricas das galáxias", afirmou o estudo.


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