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Estudo investiga, pela primeira vez, como os elefantes lidam com os mortos

POR Diogo Quiareli    EM Mundo Animal      13/02/20 às 16h47

Infelizmente, a morte faz parte do ciclo de vida dos seres vivos. Quando perdemos um ente querido, sofremos muito e muitas vezes não sabemos como lidar com isso. No entanto, isso não é uma exclusividade nossa de seres humanos. Não somos apenas nós que sofremos com a morte das pessoas que amamos. O luto já foi observado em várias espécies de animais. Dentre elas, talvez, os elefantes são os que mais se destacam. Com o pensamento nisso, alguns especialistas norte americanos realizaram um estudo pioneiro. Esse serviu justamente para investigar como esses animais lidam com a perda de seus entes queridos.

Em um artigo publicado sobre o tema no periódico Primates, os pesquisadores deram mais detalhes importantes. Eles contam que revisaram 32 análises feitas pelos cientistas que observaram o comportamento dos elefantes. Eles estudaram a reação dos animais quando seus companheiros de grupo morrem. Apesar da variabilidade entre as fontes e metodologias, ficou bastante claro para a equipe que diversas atitudes foram comuns em todos os animais avaliados. O estudo revelou coisas surpreendentes que jamais imaginamos sobre os elefantes e o seu luto. Confira conosco mais informações sobre esses animais.

Como os elefantes lidam com seus entes queridos mortos

"O comportamento mais comum entre os elefantes em relação aos mortos incluía tocar, aproximar-se do animal morto e investigar a carcaça". Essa foi uma informação dada por Shifra Goldenberg, o líder do estudo. "As motivações aos comportamentos observados são difíceis de encontrar, mas variaram claramente entre circunstâncias e indivíduos", completou. Segundo a especialista, alguns elefantes chegaram a visitar os cadáveres várias vezes. Era como se eles tivessem inconformados com a situação.

"É possível que a glândula temporal, no cérebro de um elefante jovem seja ativada no local da carcaça de sua mãe. Isso está associado à emoção elevada", disse Goldenberg. A equipe ainda percebeu que os elefantes usam o olfato para identificar quando outros indivíduos estão mortos. Alguns deles, inclusive, foram observados emitindo sons e tentando levantar ou puxar elefantes caídos. Esses haviam acabado de morrer. Como observado anteriormente, é como se eles não aceitassem a morte.

Os elefante costumam formar relacionamentos duradouros ao longo das décadas em que vivem na mesma manada. Assim, possuem níveis de afeto variados com indivíduos diferentes. Os elefante vivem em sociedades complexas onde novos integrantes são introduzidos. Enquanto isso, outros são deixados de lado. Para os especialistas, isso explica o porque dessa espécie ter habilidades cognitivas tão aprimoradas, uma boa memória e um olfato tão sofisticado.

Além disso, esses animais se cumprimentam com suas trombas após passarem um tempo separados. Essa é uma forma de atualizar seus companheiros sobre as informações sociais espaciais que encontrarem enquanto se ausentaram. A equipe de estudos acredita que o propósito seja o mesmo quando esses estão em contato com as carcaças. No entanto, ainda não se sabe se isso é verdade.

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Via   Revista Galileu  
Diogo Quiareli
Geminiano, 25 anos, goiano.
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