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Forte chuva na Escócia descobre ossadas de cemitério viking de 1500 anos

POR Cristyele Oliveira    EM Ciência e Tecnologia      18/03/20 às 19h09

As fortes chuvas nas Ilhas "rcades, no norte da Escócia tem causado vários danos a sítios de pesquisa. E isso tem preocupado bastante os cientistas. Isso porque as constantes tempestades na região, estão desenterrando ossadas humanas de um cemitério picto e viking de 1500 anos. Como são inevitáveis as chuvas, estão tomando medidas de urgência, até que algo mais efetivo possa ser feito. Por enquanto, eles empilharam sacos de areia e argila sob as covas para tentar conservar o máximo possível do cemitério histórico.

O que se sabe sobre o tal cemitério é que ele foi criado ainda no século 6, pelos povos nativos da região, os pictos. Ele foi usado por esse povo, por quase mil anos, até que os vikings conquistassem aquela região. Depois disso, os invasores continuaram a utilizar do local para enterrar os seus mortos. Como isso aconteceu na prática ainda é um mistério. "Não sabemos muito bem como essa transição aconteceu, se foi uma invasão ou se as pessoas viviam juntas", diz Peter Higgins. Ele que é um dos pesquisadores do Centro de Pesquisa de Arqueologia das Ilhas "rcades.

A degradação do cemitério

De acordo com os pesquisadores, esse sítio arqueológico já era conhecido antes das recentes chuvas. Há 50 anos atrás, 250 ossadas foram retiradas do local para serem analisadas. No entanto, os arqueólogos ainda não sabem ao certo a real extensão do cemitério. E agora, eles temem que as tempestades e o oceano possam destruir toda a história enterrada lá.

"Toda vez que temos uma tempestade com um pouco de vento do sudeste, ela atinge a região e corroe ativamente o que é arenito macio (que compõe parte do cemitério)", explica Higgins. "Os moradores locais e o proprietário da terra têm se preocupado bastante com a possibilidade do que resta do cemitério ser corroído pelo mar".

Isso porque, segundo explicação dos arqueólogos envolvidos na pesquisa, as chuvas podem causar sérios nados aos restos mortais. E isso impossibilitaria o estudo aprofundado desse material. Outra preocupação é quanto a vulnerabilidade dos túmulos, diante das inundações na região. Essas que podem fazer com que as ossadas sejam deslocadas e perdidas para sempre.

Tentativa de preservação

E agora, para tentar proteger o sítio arqueológico histórico, é queque cientistas e pesquisadores colocaram sacos de areia e argila, sob as tumbas remanescentes.

"Sabemos que os sacos de areia não são a resposta para proteger o local a longo prazo. Mas ainda assim fornecem alguma proteção", afirmam os responsáveis pela conservação do cemitério. "Assim que o clima voltar a ser seguro para que possamos substituir os sacos e proteger a área, pediremos ajuda à população".

Os pesquisadores pretendem continuar estudando as ossadas centenária. Porque estudar o material genético dos restos mortais é essencial para que eles possam compreender a origem dos moradores daquela região da Escócia. "Estamos bastante confiantes de que descobriremos que alguns moradores locais são parentes de pessoas no cemitério", disse Higgins.

E você, acha que isso será suficiente para preservar o sítio arqueológico? Conta para a gente nos comentários e compartilhe com os seus amigos.

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Via   Galileu  
Imagens Galileu
Cristyele Oliveira
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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