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Fóssil preservou um ataque de lula de 200 milhões de anos atrás

POR Bruno Dias EM Curiosidades 11/05/20 às 14h40

capa do post Fóssil preservou um ataque de lula de 200 milhões de anos atrás

Os fósseis nos ajudam a dar asas a imaginação quando se fala do passado. Eles são recursos que podem transformar os pensamentos sobre como teria sido a vida, ou algum animal, em respostas científicas. Eles são encontrados e estudados há muito tempo. E podem ser encontradas partes do corpo, como ossos e dentes, e até pegadas que deixaram em diferentes lugares do mundo. E alguns fósseis parecem ter sido congelados no tempo de tão bem preservados.

E quando eles são encontrados por equipes especializadas que cruzam diferentes informações, podemos entender muito mais sobre criaturas e civilizações que caminharam sobre o nosso planeta há milhares ou milhões de anos.

Sempre novos fósseis são achados revelando coisas sobre a vida na Terra antigamente. Como por exemplo esse fóssil que foi descoberto no Reino Unido. Ele conseguiu preservar um ataque de um ancestral de uma lula à uma cabeça de peixe pré histórica. Esse ataque foi feito a 200 milhões de anos atrás.

E essa batalha não teve um final feliz para nenhum dos envolvidos. Os dois animais morreram em um abraço mortal. E os corpos entrelaçados deles ficaram fossilizados no fundo do mar.

Ataque

Esse fóssil é o mais antigo exemplo de uma criatura tipo lula atacando uma presa. Esse cefalópode tinha 10 tentáculos, que eram como ganchos, e os enrolou em volta do peixe para tentar esmagar a sua cabeça.

Segundo Malcom Hart, que é o autor principal do estudo e paleontologista da Universidade de Plymouth, fósseis de predadores atacando suas presas não são comuns de serem encontrados.

"Isso aponta para um ataque particularmente violento, que parece ter causado a morte e a subsequente preservação de ambos os animais", disse ele em um comunicado.

Animais

Esse fóssil foi descoberto originalmente no século XIX e estava sendo exibido em um museu britânico. Mas quando Hart viu o ataque no fóssil, ele decidiu pegá-lo para examinar novamente e determinar os seus detalhes.

Analisando novamente o fóssil, a equipe determinou que o predador era um coleoide, que é uma espécie de ancestral da lula moderna, chamado Clarkeiteuthis montefiorei. O animal tinha aproximadamente 40 centímetros de comprimento. E a presa atacada era um peixe de 20 centímetros chamado de Dorsetichthys bechei.

O ataque teria acontecido entre 190 e 199 milhões de anos atrás. E por essa datação, ele é o segundo fóssil mais antigo que mostra um ataque de coleoide.

Morte

A posição que os animais foram fossilizados dá a entender que eles morreram juntos ao invés de terem sido preservados ocasionalmente um do lado do outro. E os pesquisadores pensaram em duas hipóteses para explicar isso.

A primeira delas é que a lula antiga teve o olho maior que a barriga. Ou seja, o peixe era muito grande para ela, e ele acabou ficando preso em sua boca. E com a morte dela, os dois animais também afundaram para o chão do mar.

A segunda hipótese é que, depois de atacar sua presa, a lula foi para o fundo do mar para evitar os predadores. Mas ela acidentalmente foi para uma parte do oceano sem muito oxigênio e acabou se sufocando.


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Bruno Dias
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