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Gafanhotos ciborgues são feitos para detectar explosivos

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      18/02/20 às 17h01

Os gafanhotos são insetos que são encontrados no mundo todo. A alimentação desse animal é somente por meio de folhas. Quando muitos desses animais se juntam, eles foram enxames que são capazes de provocar vários danos às vegetações e plantações.

Eles medem aproximadamente cinco centímetros e tem antenas curtas e grossas. Suas pernas traseiras são longas e fortes e fazem com que esse animal seja um grande saltador. Geralmente, os gafanhotos vivem uma vida sossegada e solitária em vários campos arborizados e pastos. Em algumas culturas, as pessoas têm o costume de comer esse animal. Ele é uma fonte de proteína. Como por exemplo, as pessoas no sul do México consomem o animal por causa do seu alto teor de proteínas, minerais e vitaminas. Mas agora, esse animal pode ter outros usos.

Outros animais podem ser usados para detectar explosivos, como por exemplo cães farejadores. Mas agora, os gafanhotos também são usados para esse propósito. Detectar os produtos químicos tem várias aplicações, e a segurança é um deles. E os dispositivos, que são produzidos com essa finalidade, tem capacidade limitada, quando comparados com sistemas biológicos.

Sabendo disso, uma equipe de cientistas da Universidade de Washington achou uma solução híbrida. Eles fizeram uma mistura do sistema olfativo dos insetos com o dos sensores eletrônicos. Quem financiou essa pesquisa foi o Escritório de Pesquisa Naval dos Estados Unidos.

Gafanhotos

Os receptores olfativos dos insetos conseguem detectar os odores químicos no ar. Eles conseguem isso porque as antenas enviam sinais elétricos para o lobo antenal do cérebro dos animais. Cada antena de um gafanhoto tem uma média de 50 mil de neurônios.

A espécie de gafanhoto que foi usado para criar esses farejadores de bomba foi o gafanhoto-sul-americano. Para testar, vários vapores de diferentes explosivos foram lançados nas antenas do gafanhoto. E como forma de controle, foram usados vapores de elementos não explosivos.

E nos lobos antenais dos gafanhotos foram implantados eletrodos. E com isso, os pesquisadores conseguiram identificar diferentes grupos de neurônios ativados, com a exposição aos elementos usados em explosivos.

Analisando os sinais elétricos, foi possível ver a diferença entre os vapores, além da diferença entre o vapor de explosivos e dos elementos não explosivos.

Sensores

Para que essas informações fossem enviadas, pequenos sensores foram ajustados em uma pequena caixa em cima dos gafanhotos. Esses dispositivos conseguem gravar e transmitir sinais elétricos de uma maneira quase instantânea, para um computador.

Depois dos eletrodos implantados, o cérebro dos gafanhotos conseguiram detectar os explosivos por sete horas. Passadas essas horas, o animal fica fadigado e acabam morrendo.

Os gafanhotos foram colocados em uma plataforma com rodas que eram conduzidas por um controle remoto. Isso porque os gafanhotos ficam imobilizados nesse processo. A capacidade deles foi testada, para detectar explosivos em lugares diferentes.

Nesse processo de locomoção, os animais conseguiram identificar quais os lugares que tinham a maior concentração de explosivos. A precisão do uso de gafanhotos foi de 60%.

Mas essa precisão aumentou para 80% quando os sensores de sete gafanhotos foram combinados. O estudo não testou a capacidade de detecção de explosivos quando existem vários odores no ambiente.

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Bruno Dias
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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