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Hackers podem matar mais que uma bomba nuclear, entenda

POR Arthur Porto    EM Curiosidades      15/10/19 às 15h35

Muitos estão preocupados com os vertentes que norteiam a corrida armamentista mundial, é fato. No entanto, devido a tal preocupação, acabamos deixando de lado outros tipos de ameaças, como, por exemplo, um grande ataque cibernético. Tal ataque pode ser igualmente prejudicial. Em suma, hackers podem ser tão perigosos quanto uma bomba nuclear.

Com os EUA e a Rússia desenvolvendo novas armas nucleares, e com o Irã e a Coreia do Norte testando mísseis, a ameaça global à civilização vem sendo considerada cada vez mais agressiva. É devido a tal cenário que muitos esquecem daquele que é capaz de causar um problema ainda maior, o hacker.

Ataque cibernético

Um ataque cibernético pode ocasionar um amplo impacto. Além disso, pode também causar danos significativos, incluindo a morte. Pessoas podem morrer devido à falta de comida, energia ou gás. Além disso, podem morrer também em meio ao trânsito. Bom, imagine, por exemplo, se o sistema que controla os semáforos de uma metrópole forem corrompidos.

Os exemplos acima podem até parecer um pouco alarmista, mas veja o que vem acontecendo nos últimos anos. No início de 2016, os hackers assumiram o controle de uma estação de tratamento de água dos EUA. O objetivo? Alteraram a mistura química usada para purificar a água. Se mudanças tivessem passado despercebidas, isso poderia ocasionar envenenamentos, alterar o suprimento de água utilizável ou até mesmo provocar falta de água.

Entre 2016 e 2017, hackers fecharam as principais seções de uma rede elétrica na Ucrânia. Em suma, nenhum equipamento foi destruído. No entanto, as autoridades pensam que o ataque serviu para enviar uma mensagem. Já em 2018, cibercriminosos obtiveram acesso ao sistema elétrico do Reino Unido. Neste ano, uma incursão semelhante ocorreu nos Estados Unidos.

Em agosto de 2017, hackers tentaram explodir equipamentos de uma planta petroquímica da Arábia Saudita. Meses depois, outro alvo. Hackers foram culpados de desligar os sistemas de monitoramento de oleodutos e gasodutos dos Estados Unidos.

Recentemente, de acordo com o FBI, os hackers, agora, estão de olho em instalações nucleares. Uma instalação nuclear comprometida pode resultar na descarga de material radioativo, produtos químicos ou colapso do reator. Um ataque cibernético pode, por exemplo, causar um evento semelhante ao de Chernobyl.

Pontualidade

Antes de tudo, é preciso dizer que o objetivo da matéria não é minimizar os efeitos devastadores e imediatos de um ataque nuclear. Pelo contrário, é importante ressaltar que, aparentemente, não existe proteção suficiente que evite tais ataques cibernéticos. Por exemplo, nenhum país deve lançar uma arma nuclear em outra nação armada. Em suma, o lançamento provavelmente seria detectado e a nação alvo lançaria suas próprias armas em resposta, destruindo ambas as nações.

Diferente de tal cenário, os ciberataques têm menos inibições. Por um lado, é muito mais fácil disfarçar a fonte de uma incursão digital do que esconder de onde um míssil decolou. Além disso, a guerra cibernética pode começar pequena. Ataques maiores podem ter como alvo empresas, como bancos ou hotéis, ou até mesmo uma agência governamental.

Em contrapartida, existem três cenários básicos para o desenvolvimento de um ciberataque de nível nuclear. Poderia começar modestamente, com o serviço de inteligência de um país roubando, excluindo ou comprometendo os dados militares de outra nação. Rodadas sucessivas de retaliação podem expandir o escopo dos ataques e a gravidade dos danos à vida civil.

Em outra situação, uma nação ou organização terrorista poderia desencadear um ataque cibernético maciço e destrutivo, visando várias concessionárias de eletricidade, instalações de tratamento de água ou usinas industriais de uma só vez ou em combinação, o que poderia agravar os danos.

Agora, a possibilidade que mais preocupa é o fato de que isso pode acontecer por engano. Em várias ocasiões, erros humanos e mecânicos quase destruíram o mundo durante a Guerra Fria. Analogamente, algo assim também poderia acontecer.

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Arthur Porto
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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