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Hatshepsut, a faraó esquecida pela História

POR Bruno Dias EM Curiosidades 30/05/19 às 15h46

capa do post Hatshepsut, a faraó esquecida pela História

Poucas civilizações conhecidas pela humanidade carregam uma reputação de tanto mistério como a dos egípcios antigos. Ao longo dos vários séculos de pesquisas e estudos, conseguimos acumular muitas respostas sobre o Egito, mas ainda hoje, muitos mistérios comprovam que ainda há muito a aprender sobre esse povo.

Quando pensamos em Egito, logo pensamos nas pirâmides e faraós ou figuras importantes da história. É muito difícil alguém não saber coisas sobre Nefertiti ou Cleópatra. Mas poucas pessoas sabem a respeito de Hatshepsut. Ela foi faraó, comandante e organizadora de uma grande expedição para um país distante e conseguiu fazer muito pelo Egito. Ela foi uma das quatro mulheres que conseguiu ascender a um trono puramente masculino.

Os faraós, no antigo Egito, não serviam apenas como chefes de Estado, mas também eram representantes dos deuses Hórus, Osíris e Amom. Pelo fato de os deuses serem homens, os egípcios acreditavam que o faraó só poderia ser do sexo masculino.

Mas em 1508 a.C., Hatshepsut nasceu. Ela era filha do faraó Thutmosis I e da rainha Jahmes, que era a esposa principal. Enquanto seu pai era vivo, ela se tornou sacerdotisa do deus Amon e foi intitulada como sua esposa. Quando seu pai morreu, Hatshepsut era a principal e legítima herdeira do trono, mas isso não poderia ser aceito pelo fato de ela ser mulher.

O reino foi para o seu meio-irmão Thutmos II e Hatshepsut virou sua esposa. Os motivos para isso não são certos, mas muito provavelmente eram ligados a um plano da mulher para tomar o poder no futuro. Esse faraó foi bastante cruel e um governante fraco, logo, o povo respirou aliviado quando ele morreu depois de quatro anos.

Faraó

Depois da morte de seu marido, Hatshepsut estava determinada a não perder o que era dela por direito. Então, ela fez várias ações equilibradas e precisas. O candidato a assumir o trono era Thutmos III, o filho do faraó falecido com sua concubina. Mas o menino tinha 12 anos, e foi aí que Hatshepsut viu uma oportunidade. Ela se colocou como regente e mandou o faraó para longe do palácio.

Esse foi o primeiro passo tomado por ela. Mas a sua regência não foi muito aceita. Então ela viu que, para se tornar governante de fato, ela tinha que se adequar ao culto religioso do país e ser apoiada pelo povo mais poderoso do Estado.

Hatshepsut conseguiu o apoio dos padres, aristocracia e dos líderes militares. Com esse apoio, ela se proclamou filha de Amon-Ra e os sacerdotes confirmaram. Com isso, Hatshepsut se tornou oficialmente faraó.

Virar homem

Mesmo já intitulada, a situação para Hatshepsut continuava difícil. Isso porque a maioria dos egípcios tinha na cabeça que a figura do faraó tinha que ser a de um homem. Ela estava ciente de que não era "o ideal", mas tentou com todo seu poder se encaixar no mundo e nos cultos. Como por exemplo, ela usava roupas masculinas e uma barba falsa em todos os eventos importantes.

A chegada ao trono de Hatshepsut não foi fácil. E diferente do seu marido, ela foi uma governante justa e sábia. Em seu reinado, o antigo Egito floresceu e cresceu tanto economicamente quanto na construção.

Ela também fez uma expedição ao país de Punt, que tinha perdido o contato com o Egito durante o Império do Meio. A relação com o país era necessária porque ele era o principal fornecedor de mirra. Hatshepsut também era uma boa estrategista militar.

Aparência

A faraó Hatshepsut foi representada de várias maneiras diferentes ao longo dos milênios. Então, sua aparência real cabe a imaginação de cada um. Ela governou um pouco mais de duas décadas e morreu no 22º ano de seu reinado.

Depois de sua morte, Thutmos III subiu ao trono. Ele estava bastante irritado com a madrasta e tentou de vários jeitos apagar ela da História. O nome dela foi excluído da lista de faraós do Egito. A mulher provavelmente já esperava isso, então deixou menções de seu nome em vários lugares. E pela astúcia da mulher foi que, no século XIX, o egiptólogo Jean-François Champollion conseguiu ver vestígios de Hatshepsut. E assim, a sua história veio à luz.


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