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A história da mulher que fotografou um morador de rua e percebeu que era seu pai perdido

POR Diogo Quiareli    EM Compartilhando coisa boa      16/04/19 às 17h02
capa do post A história da mulher que fotografou um morador de rua e percebeu que era seu pai perdido

Muitas pessoas dedicam suas vidas fotografando. Eles optam por registrar tudo de impressionante que seus olhos veem. Através das lentes, capturam imagens de animais, regiões urbanas, áreas naturais e, é claro, de pessoas. Em alguns trabalhos, a vida de uma pessoa pode mudar completamente. Diana Kim é um exemplo disso. Ela é uma fotógrafa coreana com descendência americana que começou a fotografar pessoas desabrigadas. Seu trabalho começou quando ela ainda era uma estudante de fotografia. Enquanto tirava fotos nas ruas, conheceu um homem e então o fotografou. Ela não esperava que o mais importante estava por vir. Enquanto trabalhava, Diana percebeu que aquele era o seu pai perdido.

A mulher era uma garotinha de apenas cinco anos quando seus pais se separaram. O seu pai tornou-se aquilo que ela chamava de "ausente". A mãe de Kim teve dificuldade de cuidar da garotinha. Elas tiveram que ficar pulando para a casa de parente para a de amigos a fim de manter um teto para dormirem. Elas chegaram a passar a noite em parques ou dentro do seu carro. Kim olhou para toda essa experiência como uma chance de construir suas habilidades de sobrevivência. Não se deixou abater e seguiu em frente, crescendo e evoluindo cada dia mais.

O pai de Kim tinha um estúdio fotográfico e ela disse que seu interesse pela fotografia começou com ele. Ela passou a tirar fotos de pessoas desabrigadas quando ainda estava na faculdade. Esse era um projeto que continuou, mesmo após ela tornar-se uma profissional. O projeto estava bastante próximo do seu coração, provavelmente por causa de sua infância sofrida e de fato ela podia entender o sentimento de esquecimento. Enquanto fotografava nas ruas de Honolulu, percebeu que uma das pessoas sem teto de quem ela tirou fotos era, na verdade, seu pai. Ela tentou falar com o homem, mas ele estava bem mal fisicamente e mentalmente, então se recusou a falar com ela.

A mulher se reaproximou diversas vezes, tentando chamar sua atenção, mas foi sem sucesso. Ele sequer a olhava. Mesmo que seu pai se recusasse a reconhecê-la, Kim não desistiu. Ela iria vê-lo sempre e tentaria falar com ele a todo custo. Ela estava sofrendo por ver o homem em uma péssima forma e não ser capaz de fazer nada. Ela olhava através das lentes da câmera e essa era sua maneira de ficar perto. Ela ainda amava o pai de certa forma. A fotografia é muito mais do que imagens congeladas quando feita com paixão, como Kim fazia.

Ela é capaz de capturar sentimentos e emoções. É quase irônico que o pai da jovem tenha passado esse interesse pela fotografia à filha quando ainda tinha seu estúdio, e então a fotografia se tornou uma ponte que eventualmente os conectou.

Conexão com o pai

Um dia, o pai de Kim teve um ataque cardíaco na rua e alguém chamou o serviço de emergência. No hospital, recuperando do ataque, ele começou a receber tratamento para suas condições mentais também. Isso pode parecer estranho, mas o ataque basicamente salvou sua vida. Conseguir o tratamento certo fez uma diferença inexplicável e as condições de Kim melhoraram muito. Ele a reconheceu e hoje os dois trabalham juntos na construção do relacionamento todos os dias. Eles fazem coisas que pai e filha de fato fariam.

Estão tirando o atraso do passado. Eles vão ao cinema juntos, saem para caminhar e essas coisas. "Esta história não é só minha... é a história de todos... todos nós provavelmente conhecemos alguém que já não tem casa e nem está alojado. Espero que isso ajude a continuar humanizando a falta de moradia para a nossa comunidade", disse Kim. "Quanto mais eu o conheço, mais eu me conheço. Eu sou muito grata à minha persistência, isso nos deu a oportunidade de nos vermos como realmente somos", completou Kim.

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Via   Brightside  
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Diogo Quiareli
Geminiano, 26 anos, goiano. Amante de música pop, fã de Katy e Luan.
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