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A história por trás da terrível crucificação

POR Maria Ritha Paixão    EM Curiosidades      26/04/19 às 15h06

Todos os anos, remoramos a passagem da crucificação de Jesus Cristo na semana santa. O mundo católico para e revive este momento com intensidade, ensaiam apresentações e choram com as cenas de injustiças que rememoram o mais simbólico evento do cristianismo. Mas além das escrituras e peças teatrais, você sabe as histórias terríveis por trás da crucificação?

O ritual da crucificação seguia de uma maneira específica. Após a condenação à morte, o réu tinha a obrigação de carregar a própria cruz até o local da crucificação. O local, normalmente fora dos muros da cidade, virava palco de torturas cruéis mais comuns a escravos desobedientes.

O punição aconteceu com milhares de pessoas. Antes de ser pregado a cruz, o sujeito era despido e açoitado sem piedade. O processo de tortura fazia com que a morte fosse mais lenta e vergonhosa para o réu. Com os braços e pernas amarrados em T, a posição impedia a circulação sanguínea e o peso no corpo sobrecarregava as pernas.

A forma escolhida para punir os condenados não era gratuita. A posição da cruz fazia com que o réu não conseguisse respirar devido aos membros extremamente estendidos. Os crucificados permaneciam nessa situação por longos períodos e em perfeito estado de consciência. Às vezes, para acelerar o processo, os soltados romanos quebravam as pernas, ou os golpeavam com uma lança diretamente no coração.

Se você pensa que essa prática desumana foi praticada somente por romanos, está completamente enganado. A punição também estava presente em civilizações de Assírios, Babilônios e Persas. Algumas não tinham a cruz como base, mas amarravam suas vítimas em árvores. A criação da cruz é romana e foi disseminada por Alexandre, O grande depois de conquistar a Pérsia.

Vítimas da crucificação

Normalmente, os romanos não praticavam a crucificação com seus próprios cidadãos. Os condenados costumavam ser soldados desonrados, escravos desobedientes, estrangeiros, cristãos e líderes políticos. Como Jesus arrastou multidões que o veneravam, veio a acusação do desvio da atenção dos antigos poderosos para um homem simples acusado de incitar a população contra o governo romano.

Assim como vimos nas histórias do nazareno, as famílias tinham o direito de cuidar dos condenados após a crucificação e realizar os devidos rituais de enterro. Mas, somente com a permissão dos juízes romanos. Caso contrário, os crucificados permaneciam na cruz até que pássaros predadores e animais os devorassem.

O máximo que podia ser feito para esses homens condenados eram métodos que aliviavam a dor. Bebidas como vinho, mirra ou incenso podiam ser ingeridos para diminuir o sofrimento durante o processo, apesar de ser difícil dizer se realmente funcionava e se de fato aliviava as dores.

Na bíblia, há a seguinte passagem sobre a crucificação: "se um homem, culpado de um crime que merece a pena de morte, é morto e suspenso a uma poste, seu cadáver não poderá permanecer na árvore à noite; tu o sepultarás no mesmo dia, pois o que for suspenso é um maldito de Deus" (Deuteronômio 21,22-23).

Mas, como já vimos, não era bem assim que acontecia. A crueldade não tinha limites quando se tratava da condenação. As torturas eram praticadas com tanto prazer que os soldados dividiam as roupas dos condenados entre si enquanto estes morriam lentamente na cruz.

A chacina não teve fim depois da crucificação de Jesus Cristo. Mais de 2.000 pessoas foram crucificadas antes e depois de Cristo. Há relatos de que a abolição do ato veio só com Constantino I, no século IV dC.

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Maria Ritha Paixão
EQUIPE FATOS DESCONHECIDOS, BRASIL
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