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Homem virou alvo de estudo após se curar de câncer com remédio de cachorro

POR Bruno Destéfano    EM Compartilhando coisa boa      08/05/19 às 14h31

Nenhum animal hoje é tão conectado com humanos quanto os cachorros. Desde a domesticação de seus ancestrais lupinos há mais de 10.000 anos, nossos companheiros caninos cresceram e se tornaram partes íntimas de nossas vidas e de nossas famílias. Como qualquer dono de cachorro irá assegurar-lhe, eles compartilham nossas alegrias, nossas tristezas e aparentemente até nossos pensamentos. Outra coisa que compartilhamos, infelizmente, é o câncer. Segundo o Dr. Arthur N. Brodsky, nos Estados Unidos, o câncer atinge uma em cada quatro vidas humanas por ano. Entretanto, devido à semelhança de alguns dos nossos tumores malignos, os tratamentos que funcionam em humanos também podem dar certo em cães e vice-versa. A cura para um de nós implica, talvez, na cura para ambas as espécies. Quer provas? Em janeiro de 2017, Joe Tippens estava certo de que ele morreria de câncer de pulmão. Recorrendo a métodos não convencionais fomentados pelo desespero, um veterinário sugeriu algo impressionante para o tratamento. E o que aconteceu com Joe Tippens? O homem virou alvo de estudo após se curar de câncer com remédio de cachorro.

A medicação, fenbendazol, é um composto anti-verme usado para tratar ancilostomídeos, lombrigas e outros parasitas intestinais em animais, principalmente cães. A sugestão é altamente controversa, uma vez que vai contra os conselhos de especialistas em câncer.

O inacreditável aconteceu

Nos últimos anos, estudos começaram a sugerir que remédios anti-vermes podem ter propriedades de combate ao câncer. Está longe de ser um tratamento comprovado, mas com três meses de vida e nada a perder, Joe Tippens decidiu se arriscar. Ele fora diagnosticado com câncer de pulmão em estágio final no ano de 2016, interrompendo os seus planos de se mudar de Oklahoma para a Suíça.

Em 2017, a condição patológica se espalhou por todo o corpo, recebendo três meses de vida. Hoje, ele é livre do câncer e credita o remédio de desparasitação que ele tomou enquanto estava matriculado em um ensaio clínico.

O câncer agressivo estava em todo lugar. Ele se espalhou para o fígado, pâncreas, bexiga, estômago, pescoço e ossos. Naquele estágio tardio do câncer de pulmão, as chances de sobrevivência de Joe eram inferiores a 1% e a expectativa de vida média era de três meses.

Médicos do MD Anderson Cancer Center, no Texas, colocaram-no em um teste clínico para prolongar sua vida para pelo menos mais um ano. Assim, daria tempo de Joe conhecer o seu netinho. "Um ano (ou mais) soa muito melhor do que três meses, então eu disse: vamos em frente", relatou Joe.

No entanto, ao procurar um fórum online de Oklahoma State University, o futuro avô encontrou um post que chamou sua atenção. O nome do tópico em questão era "Se você tem câncer ou conhece alguém que tem, me dê um grito". Joe correu atrás do criador da postagem, que por acaso é um veterinário, e ficou sabendo que os cientistas acidentalmente descobriram uma maneira não convencional de combater os sintomas do câncer.

Resultados e perspectivas futuras

Quando Joe fez uma consulta de acompanhamento em abril de 2018, ele relata que o seu oncologista praticamente o "expulsou" do centro do câncer porque não existia doença algum para prosseguir com o tratamento. Seus resultados foram bons o suficiente para despertar o interesse do presidente da Fundação de Pesquisa Médica de Oklahoma, Dr. Stephen Prescott.

"Eu geralmente sou cético, e eu talvez ainda seja, mas há um questão interessante sobre isso", disse ele à emissora KOCO-TV. Dessa maneira, o homem virou alvo de estudo após se curar de câncer com remédio de cachorro. Dá para acreditar?

Agora, o Dr. Prescott e Joe estão trabalhando em um relatório de estudo de caso. O vovô Joe toma o cuidado de observar que não é especialista no assunto. "Eu não estou prescrevendo remédios e não estou qualificado para dar conselhos sobre tratamentos médicos. Mas estou qualificado para contar minha história para o maior número de pessoas possíveis".

E você? O que acha disso tudo? Estamos finalmente mais próximos da cura ao câncer ou você acha que já temos o antídoto em nossas mãos? Não esqueça de deixar o seu comentário.

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Bruno Destéfano
Escritor, fotógrafo e jornalista // Deixe que o conhecimento te revolucione de dentro para fora.
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