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Implante cerebral faz com que homem paralisado se mova e sinta novamente

POR Bruno Dias    EM Curiosidades      29/04/20 às 17h44
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Cientistas de todo o mundo trabalham constantemente para fazer descobertas que possam, de alguma forma, ajudar a humanidade. O trabalho que eles têm feito tem sido excepcional, levando em consideração tudo que a ciência já conquistou até hoje. Esse é um trabalho contínuo. Sempre existe algo a mais para aprender e aprimorar. Com tantas limitações impostas aos seres humanos, a ciência tem buscado alternativas para solucionar diversos problemas.

Nosso cérebro é o órgão mais importante para a nossa vida. É ele que nos permite pensar, respirar ou mesmo caminhar. Cada parte do cérebro tem sua função exclusiva. Mas elas se conectam entre si, para fazer a parte mais perfeita do corpo humano. Por isso, várias pesquisas são focadas nesse órgão e formas de "reprogramá-lo" caso alguma coisa não funcione em um ser humano.

A tecnologia sempre ajudou nos tratamentos médicos. Ao longo dos anos, equipamentos para detecção de doenças, tratamentos e até "reparos" no corpo humano foram surgindo ou sendo melhorados, conforme a tecnologia ia avançando.

Até chegarmos no caso, como por exemplo, de um homem que sofreu uma lesão na medula espinhal que o deixou parcialmente paralisado e através de um implante de ponta, ele conseguiu sentir e mover sua mão novamente.

Caso

Segundo um comunicado de imprensa, é a primeira vez que a função motora e o senso de toque são restaurados usando a interface cérebro-computador (BCI).

O homem, chamado Ian Burkhart, teve sua medula espinhal cortada há 10 anos. Então, pesquisadores da Battelle, que é uma organização privada sem fins lucrativos, especializada em tecnologia médica, desenvolveu um BCI para ele que seria implantada no seu cérebro.

A lesão sofrida por Burkhart desconectou completamente os sinais elétricos que vão do cérebro do homem até a sua mão através da medula espinhal. E os pesquisadores descobriram que eles poderiam pular a medula espinhal. E conseguir ligar o córtex motor primário do homem até suas mãos usando uma retransmissão.

Funcionamento

Uma porta na parte de trás do crânio envia sinais para um computador. Depois, um software especial decodifica os sinais e os divide entre os correspondentes ao movimento e ao toque, respectivamente. Esses dois sinais são enviados para uma manga, feita de eletrodos que fica ao redor do antebraço de Burkhart. Mas fazer com que esses sinais façam sentido é extremamente difícil.

"Estamos separando pensamentos que ocorrem quase simultaneamente e estão relacionados a movimentos e toques sub-perceptivos, o que é um grande desafio", disse o pesquisador principal da Battelle, Patrick Ganzer.

Alguns sinais de sucesso foram observados pela equipe com relação ao movimento. O que era o objetivo inicial do BCI. Nesses sucessos, Burkhart conseguiu apertar botões ao longo de um controlador.

Mas fazer a devolução do toque para a mão foi uma tarefa bem mais assustadora. Usando um simples dispositivo de vibração ou um sistema háptico vestível, o homem conseguiu dizer se eles estavam ou não tocando um objeto mesmo sem olhar.

"É definitivamente estranho. Ainda não é normal, mas definitivamente é muito melhor do que não ter nenhuma informação sensorial voltando ao meu corpo", contou Burkhart.


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Bruno Dias
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